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Covid-19 estimula comércio eletrônico mas não em todos os setores

Agnès PEDRERO
·3 minuto de leitura
O grupo Alibaba continua como líder mundial do comércio eletrônico

As restrições relacionadas à covid-19 provocaram um grande estímulo para o comércio eletrônico no ano passado, mas não para todas as empresas - revela uma pesquisa da ONU.

Em um estudo, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês) observa que o setor registrou um "avanço espetacular" em um contexto de restrições de deslocamento, apesar de a pandemia ter destruído setores inteiros da economia.

Mas efeitos negativos da pandemia foram registrados nos serviços de compartilhamento de veículos, ou de viagens, indica a instituição, que baseia o relatório em estatísticas de sete países (Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Singapura, Reino Unido e Estados Unidos). Juntos, eles representam quase dois terços das vendas on-line de empresas ao consumidor (chamadas B2C).

Os dados relativos a estes países mostram que as vendas no varejo on-line aumentaram 22,4% ano passado, a US$ 2,45 trilhões, enquanto em 2018-2019 havia registrado um avanço de 15,1%.

"Entre 2018 e 2019, a participação do on-line nas vendas totais do varejo aumentou 1,7 ponto percentual, enquanto entre 2019 e 2020 aumentou 3,6 pontos percentuais. O avanço é mais do que duas vezes mais rápido", explica o autor do estudo, Torbjorn Fredriksson, à AFP.

A evolução depende, porém, do país: na Austrália, as vendas on-line avançaram 59%; no Reino Unido, 46,7%; e nos Estados Unidos, 32,4%. Já na China foi apenas 14,6%.

A UNCTAD ainda não dispõe de dados mundiais para 2020, mas vários estados sugerem um forte crescimento do comércio eletrônico em outras regiões, segundo Fredriksson.

O grupo latino-americano do comércio on-line Mercado Livre registrou uma alta de 40% em média nas buscas efetuadas por cada usuário no conjunto de suas atividades da América Latina entre o fim de fevereiro e o fim de maio de 2020.

Jumia, gigante do setor na África, registrou um crescimento de mais de 50% do volume de transações nos seis primeiros meses de 2020 na comparação com o mesmo período de 2019, afirmou o especialista.

- Alibaba continua líder -

Em 2019, as estatísticas mostram que as vendas mundiais do comércio eletrônico alcançaram quase US$ 26,7 trilhões, um aumento de 4% na comparação com 2018.

O valor inclui tanto as vendas entre empresas (B2B) - que representam a grande maioria (82%) do comércio eletrônico - e de empresa a consumidor (B2C) e equivale a 30% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial do ano, segundo o estudo.

"As estatísticas mostram a importância crescente das atividades on-line. Também destacam a necessidade de os países, sobretudo dos países em desenvolvimento, disporem destas informações enquanto reconstroem suas economias após a pandemia de covid-19", destacou a diretora de tecnologia e logística da UNCTAD, Shamika Sirimanne.

Os dados relativos às 13 principais empresas do comércio pela Internet - dez delas da China e dos Estados Unidos - apontam, no entanto, que a pandemia provocou "uma mudança considerável da situação para as plataformas que oferecem serviços como o compartilhamento de carros e viagens", constatou a agência da ONU.

As empresas que operam nestes setores registraram uma forte queda do volume bruto das mercadorias, com um retrocesso correspondente no ranking mundial de empresas B2C.

Por exemplo, a Expedia passou de 5º, em 2019, para 11º lugar, em 2020; Booking Holdings, do 6º para 12º; e Airbnb, que abriu o capital em 2020, de 11º para 13º.

Os quatro primeiros lugares no ranking permanecem os mesmos do ano anterior: Alibaba, Amazon, JD.com e Pinduoduo, nesta ordem.

Apesar da redução do volume bruto de mercadorias (VGM) das empresas de serviços, o VGM total das 13 primeiras empresas de comércio eletrônico B2C cresceu 20,5% em 2020, mais do que em 2019 (17,9%). Os lucros foram especialmente importantes no caso do Shopify e do Walmart, segundo a UNCTAD.

apo/abx/jvb/af/fp/tt