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COVID-19 estaria afetando os sonhos das pessoas e causando "pesadelos coletivos"

Fidel Forato
·3 minutos de leitura

O ano de 2020 não está sendo fácil. Além dos problemas de saúde relacionados ao novo coronavírus (SARS-CoV-2), o mundo enfrenta incertezas econômicas e financeiras. Nesse cenário "estranho", pesquisadores na Finlândia investigaram — com ajuda da Inteligência Artificial (IA) — os sonhos em plena pandemia da COVID-19 e descobriram relações diretas da situação com pesadelos.

Em artigo publicado na revista Frontiers in Psychology, cientistas descrevem como foi possível analisar e classificar o conteúdo dos sonhos de cerca de mil pessoas. A partir desse levantamento, a equipe de pesquisadores observou que situações relacionadas à COVID-19 estavam presentes em mais da metade dos pesadelos relatados.

Pesquisa aponta para maior incidência de pesadelos durante a pandemia da COVID-19 (Imagem: Reprodução/ ClaudioScott/ Pixabay )
Pesquisa aponta para maior incidência de pesadelos durante a pandemia da COVID-19 (Imagem: Reprodução/ ClaudioScott/ Pixabay )

Sonhos e a COVID-19

Os pesquisadores coletaram dados de sono e estresse de mais de quatro mil pessoas durante a sexta semana de lockdown na Finlândia. Desse total, cerca de 800 entrevistados também compartilharam informações sobre o conteúdo de seus sonhos durante aquele período, como situações que "viveram" durante à noite.

"Ficamos impressionados em observar associações repetidas de conteúdo, presente em sonhos, entre indivíduos que refletiam o ambiente apocalíptico do lockdown imposto pela COVID-19", explica a autora principal do estudo e pesquisadora da Universidade de Helsinque, Anu Katriina Pesonen.

"Os resultados nos permitiram especular que os sonhos em circunstâncias extremas revelam imagens visuais compartilhadas e traços de memória e, dessa forma, os sonhos podem indicar alguma forma de visão mental compartilhada entre os indivíduos", comenta Pesonen sobre os resultados. "A ideia de uma imagem compartilhada refletida nos sonhos é intrigante", acrescenta.

Pesquisa sobre lockdown da COVID-19

Para a pesquisa, o grupo de pesquisadores transcreveu o conteúdo de cada sonho em uma lista de palavras e esses tópicos alimentaram um algoritmo de IA, que buscava por associações de palavras que apareciam com maior frequência. A partir das "partículas menores do sonho" — trechos, e não o sonho inteiro —, foi construído um banco com aglomerados de dados oníricos.

Conforme relatado, foram identificados que 33 grupos de sonhos ou temas emergiram. Desse total, 20 deles foram classificados como alguma forma de pesadelo e 55% deles tinham conteúdos específicos sobre a pandemia da COVID-19. Entre eles, estavam questões como: incapacidade de distanciamento social; contágio do coronavírus; problemas com equipamentos de proteção individual (como máscaras); distopia; e apocalipse. "A análise assistida por IA, baseada em linguística computacional, que usamos é realmente uma nova abordagem na pesquisa de sonhos", explica Pesonen.

Mais estresse na pandemia

Além dos pesadelos, o estudo percebeu alguns insights sobre os padrões de sono e os níveis de estresse das pessoas durante a fase de bloqueio. "No geral, os entrevistados dormiram substancialmente mais (54,2%), mas relataram um aumento médio de despertares noturnos (28,6%) e pesadelos (26%) da situação pré-pandêmica", afirma os autores do estudo.

Além disso, mais da metade dos participantes da pesquisa relataram aumento nos níveis de estresse, que estavam intimamente ligados a padrões como sono agitado e pesadelos. Uma curiosidade é que o grupo mais estressado foi o que mais teve sonhos específicos sobre a pandemia da COVID-19.

“Pesadelos intensos e repetidos podem referir-se ao estresse pós-traumático”, explica a pesquisadora. "O conteúdo dos sonhos não é inteiramente aleatório e pode ser uma chave importante para entender qual é a essência da experiência de estresse, trauma e ansiedade", completa Pesonen. Dessa forma, a descoberta lembra que o sono é um fator central em todos os problemas de saúde mental.

Publicado na revista Frontiers in Psychology, o estudo completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Canaltech

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