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COVID-19 e obesidade: por que pessoas gordas têm prioridade na fila da vacina?

·4 minuto de leitura

Depois dos idosos, a vacinação da COVID-19 avançou para o grupo de pessoas com comorbidades, ou seja, com alguns problemas de saúde que possam agravar o quadro de infecção pelo coronavírus. Entre as doenças e condições que permitem a entrada na fila está a obesidade, o que vem provocando debate nas redes sociais.

Enquanto algumas pessoas gordas se questionam se realmente devem se vacinar, as que estão indo vêm sendo criticadas pela decisão, registrando relatos de gordofobia. Para entender melhor o que é a obesidade, quais os perigos de contrair a COVID-19 tendo essa comorbidade e como descobrir se você se encaixa na categoria, o Canaltech conversou com o médico Gustavo Calestini, endocrinologista e professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro.

Quando uma pessoa é considerada obesa?

A primeira questão que precisamos entender é se a obesidade é uma doença ou uma condição. Calestini nos revelou, então, que a obesidade é uma doença crônica provocada pelo acúmulo excessivo de gordura, podendo desencadear problemas de saúde. "Assim como a diabetes e a hipertensão e hipotireoidismo, por exemplo, ela também está presente na lista da Classificação Internacional de Doenças, o CID", explica o especialista.

<em>Imagem: Reprodução/Rawpixel/Freepik</em>
Imagem: Reprodução/Rawpixel/Freepik

O endocrinologista explica também que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o critério para classificar a obesidade é o Índice de Massa Corporal (IMC), que é calculado usando o peso do paciente e multiplicando pela altura ao quadrado. Então, se a pessoa tiver o IMC entre 25 e 30, a classificação é de sobrepeso. Caso esteja entre 30 ou mais, o paciente entra no critério da obesidade.

A conta é feita da seguinte forma: peso ÷ (altura × altura) = IMC

Diagnóstico

Através do IMC, também é possível determinar o grau de obesidade de cada paciente. Então, como explica o especialista, se o resultado da conta der entre 30 a 35, a pessoa tem uma obesidade mais leve chamada de obesidade grau 1, e se for entre 35 e 40, o grau é 2, ou seja, obesidade moderada. Agora, se o paciente tem o IMC igual ou maior de 40, ele está com obesidade no grau 3, que é mais grave. "O próprio paciente pode estabelecer o seu IMC usando o peso e a estatura. Mas ele pode procurar médicos generalistas, clínicos, médicos de família e especialistas em obesidade, que são os endocrinologistas e metabologistas", explica Gustavo.

Quais são os riscos que a obesidade traz para a saúde?

Dr. Gustavo Calestini diz que a obesidade pode ser um fator de risco para o surgimento de outras doenças, como a hipertensão arterial (pressão alta) e diabetes mellitus (nível elevado de glicose no sangue), por exemplo. Também pode provocar problemas cardiovasculares como o infarto, AVC (acidente vascular cerebral) e tromboses, além de doenças neoplásicas, que são os cânceres. "Sabemos que a obesidade é fator de risco para câncer do endométrio (no útero), de cólon (intestino grosso) e para câncer de mama", complementa.

Calestini também revela uma questão bastante importante em relação à obesidade ser uma comorbidade. O doutor explica que mesmo que uma pessoa obesa não tenha nenhuma outra doença e esteja com os exames em dia, ela ainda corre um risco maior pela obesidade ser uma doença crônica, o que não era levado em conta alguns anos atrás.

"Antigamente, existia esse conceito de que o paciente obeso que não tinha hipertensão, diabetes ou qualquer alteração laboratorial, tinha uma saúde normal. Mas após alguns estudos serem divulgados, sabemos que esses pacientes obesos, mesmo sem nenhuma doença associada, têm um risco aumentado de mortalidade geral e mortalidade por doenças vasculares", relata o médico.

<em>Imagem: Reprodução/erika8213/Envato</em>
Imagem: Reprodução/erika8213/Envato

A COVID-19 e a obesidade

Uma dúvida bastante comum neste cenário de pandemia e de vacinação do grupo de risco é em relação à gravidade da infecção pelo SARS-CoV-2 em pessoas obesas, o que complementa a justificativa da necessidade dessas pessoas serem imunizadas. Segundo o endocrinologista, pacientes com obesidade possuem uma disfunção imunológica, ou seja, as células imunológicas não funcionam como deveriam. "Além disso, a gordura produz diversos mediadores inflamatórios, o que piora ainda mais a inflamação pulmonar. E quando são intubados, os pacientes não ventilam tão bem, pois existe um peso torácico em relação à gordura", explica.

Gustavo reforça que é bastante fácil calcular o IMC e que os postos de saúde que estão realizando a vacinação poderiam simplesmente ter uma balança para fazer essa medição, mas não é o que vem acontecendo. Hoje, para que uma pessoa consiga se vacinar, ela precisa ter o IMC acima de 40, mas infelizmente algumas cidades exigem um laudo médico que comprove a obesidade, ainda que nem todos tenham acesso fácil para esse relatório. A falta de informação dos profissionais de saúde e de orientação das autoridades, portanto, acabam causando esse constrangimento, que é propagado julgamentos e com questionamentos desnecessários e invasivos.

Fonte: Canaltech

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