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COVID-19 e a destruição de empregos no mundo

·3 minuto de leitura
Mulher caminha em frente ao Departamento de Serviços de Empregos de Washington, em 16 de julho de 2020
Mulher caminha em frente ao Departamento de Serviços de Empregos de Washington, em 16 de julho de 2020

A pandemia de coronavírus abalou a economia mundial e paralisou especialmente setores como o aéreo, automobilístico, ou de distribuição.

Os planos de demissões coletivas representam apenas a ponta do iceberg de uma crise que afetou várias pequenas empresas e destruiu vários empregos precarizados, sem gerar um grande eco na mídia.

- Turbulências no setor aéreo -

Duas das principais companhias aéreas da América Latina, o grupo chileno-brasileiro LATAM e a Avianca colombiana, buscaram proteção contra credores em maio nos Estados Unidos, enquanto outras empresas menores, como a South African South African Airways and Comair, a British Flybe, assim como as filiais francesas e austríacas da Level (IAG), tiveram de fechar.

Outras companhias aéreas adotaram cortes drásticos, como a American American Airlines (mais de 41.000 demissões), United Airlines (até 36.000) e Delta Airlines (10.000), a alemã Lufthansa (22.000), a Air Canada (pelo menos 19.000) ou as britânicas Airways (12.000), Easy Jet (4.500) e Virgin Atlantic (3.150). Foi também o caso da Air France (7.500) e da irlandesa Ryanair (3.250).

A Alemanha teve de resgatar a Lufthansa e a Condor, enquanto França e Holanda fizeram o mesmo com a Air France-KLM. Itália e Portugal optaram por nacionalizar a Alitalia e a TAP, respectivamente.

A crise também foi sentida entre fabricantes aéreos. A Boeing já anunciou que demitirá 16.000 trabalhadores, a Airbus, 15.000, e a canadense Bombardier, 2.500, enquanto os fabricantes de motores General Electric e Rolls-Royce cortarão 12.600 e 9.000 empregos, respectivamente.

Além disso, o setor de turismo está em uma situação de grande dificuldade, o que se refletiu nas 8.000 demissões planejadas pelo grupo TUI, um gigante do setor no mundo.

- Aceleração da crise do automóvel -

A abolição de 15.000 empregos na Renault e a falência da empresa de aluguel americana Hertz simbolizam a crise no setor automotivo, que já não estava em seu melhor momento antes do coronavírus.

A Nissan anunciou o fechamento de uma fábrica em Barcelona com 3.000 trabalhadores, enquanto a poderosa BMW cortará 6.000 empregos.

No Reino Unido, mais de 6.000 demissões já foram anunciadas, principalmente nos grupos Jaguar Land Rover, Aston Martin, Bentley e McLaren. A fabricante sueca de caminhões Volvo também cortará 4.100 empregos em todo mundo.

- Quebras na distribuição -

A pandemia também se mostrou fatal para inúmeras redes de varejo, cujas lojas tiveram de fechar durante o confinamento.

No Reino Unido, o grupo Intu, que possuía grandes shopping centers, faliu. Situação semelhante ocorreu com a rede de roupas Laura Ashley e com a empresa BrightHouse, especializada na venda e aluguel de produtos para o lar.

Várias marcas de roupas francesas, como La Halle, André e Naf Naf, foram à falência antes de serem recompradas em troca de planos de reestruturação.

Nos Estados Unidos, a pandemia também causou a falência das redes de lojas Stage Stores e J.C. Penney e JCrew.

No setor de restaurantes, o grupo alemão Vapiano faliu, enquanto o britânico The Restaurant Group fechou 125 restaurantes das redes Frankie & Benny's, Garfunkel's e Coast-to-Coast.

- Outros setores em dificuldade -

Além disso, o setor de energia sofre com a queda da demanda.

A empresa de petróleo Schlumberger, com sede em Houston, planeja cortar 21.000 empregos, 25% de sua força de trabalho, enquanto a British BP enxugará 10.000 vagas.

O grupo texano Diamond Offshore (perfuração) e a US Whiting Petroleum Corporation (gás de xisto) faliram.

Entre as plataformas digitais, o Uber planeja demitir 6.700 funcionários, enquanto o Airbnb e o TripAdvisor já anunciaram que ficarão com 25% de sua força de trabalho.

No setor de telefonia móvel, a Nokia anunciou o corte de 1.233 empregos de sua subsidiária francesa Alcatel-Lucent.