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Covid-19: contra variante Ômicron, RJ fará sequenciamento genômico de todos os viajantes estrangeiros que tiverem sintomas

·2 min de leitura

RIO — A Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro realizará, a partir desta segunda-feira, o sequenciamento genômico de amostras de todas as pessoas vindas de outros países que apresentarem sintomas de Covid-19. A medida visa a rastrear uma eventual chegada da variante Ômicron do coronavírus, que tem um número elevado de mutações e, por isso, pode escapar à proteção conferida pelas vacinas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Até agora, nenhum caso suspeito da nova cepa foi identificado no Rio de Janeiro. Segundo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, todos os municípios do estado receberão nesta segunda-feira a orientação de monitorar viajantes que venham a procurar atendimento na rede de saúde com sintomas de Covid-19. Se algum paciente com esse perfil for identificado, ele terá sua amostra colhida e enviada para a Rede Corona-Ômica, estudo responsável pela maior parte das análises de sequenciamento genético do SARS-Cov-2 no Rio.

Chieppe informa que esse material terá prioridade na fila de análises da pesquisa, que paralelamente emite, a cada quinze dias, um relatório de sequenciamento genômico de todo o estado. Os resultados sairão em até sete dias, de acordo com o secretário.

— A nossa busca acontecerá pela rede de saúde. Qualquer pessoa com sintomas que tenha vindo de fora será testada — diz Chieppe. — O Ministério da Saúde já definiu quais voos estão impossibilitados de vir para o Brasil. No Rio, faremos o monitoramento genético.

O surgimento da cepa adicionou um novo elemento à discussão sobre o réveillon e o carnaval de 2022, cujas comemorações ainda são incertas em várias partes do país. Nesta segunda-feira, o comitê científico da prefeitura do Rio se reúne para debater a questão.

Também está programado para as próximas semanas um encontro de representantes da Secretaria municipal de Saúde (SMS) do Rio com o grupo de assessoramento técnico da SES, equivalente ao comitê científico da capital, e com o Conselho das Secretarias municipais de Saúde (Cosems). Segundo Chieppe, a reunião deve acontecer nesta sexta-feira ou no início da semana que vem.

— Vamos aguardar o parecer do comitê científico da cidade do Rio para marcar a data da reunião com todo o estado — informa Chieppe.

O secretário diz ainda que aguarda mais dados sobre a Ômicron para traçar projeções para o seu possível impacto no panorama epidemiológico do Rio.

— Ainda existem muitas incertezas sobre essa nova variante. Não sabemos, por exemplo, se ela tem capacidade de se disseminar num país com a taxa de vacinação tão alta como a do Brasil. O que sabemos é que no estado ainda não vimos nada de diferente em relação à Covid-19. Os indicadores estão muito tranquilos, a taxa de ocupação está em 7% — diz.

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