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COVID-19 | Cientistas criam IA que identifica assintomáticos pela tosse forçada

Natalie Rosa
·2 minuto de leitura

Enquanto algumas pessoas infectadas pelo coronavírus sentem alguns ou todos os sintomas da doença, outras não passam por nenhuma experiência negativa e acabam nem sabendo que foram contaminados. Isso acaba fazendo com que mais pessoas peguem a doença por não saberem que estão próximas de uma pessoa infectada, aumentando o número de casos

Para mudar essa realidade, pesquisadores do MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, descobriram que pessoas contaminadas pela COVID-19 que são assintomáticas têm, na verdade, uma diferença em comparação a quem está saudável: a forma de tossir. Porém, essa alteração na tosse não pode ser identificada da forma natural, pelo ouvido humano, mas podem ser flagradas pela inteligência artificial.

De acordo com o estudo, que foi publicado no IEEE Open Journal of Engineering Medicine and Biology (OJEMB), foi desenvolvido um modelo de inteligência artificial capaz de diferenciar pessoas com COVID-19 que são assintomáticas das pessoas saudáveis. Essa identificação é feita através de gravações de tosses forçadas, que as pessoas enviam voluntariamente pelo smartphone ou computador.

<em>Imagem: Reprodução/Freepik</em>
Imagem: Reprodução/Freepik

O modelo foi treinado com dezenas de milhares de amostras de tosses, além de palavras faladas, e já identificou até então 98,5% dos sons como vindo de pessoas confirmadas com a COVID-19, incluindo 100% das tosses de pessoas assintomáticas que testaram positivo para a doença. O próximo passo é incorporar o modelo com um aplicativo que seja aprovado, regulamentado, gratuito, não invasivo e de fácil uso. O paciente entraria no app todos os dias, forçaria uma tosse para gravar e, imediatamente, receberia a informação se está contaminado ou não, e caso positivo faria a confirmação com o teste médico.

Antes da pandemia, os cientistas estavam treinando modelos para identificar estados emocionais a partir da fala, que poderia diagnosticar doenças neurológicas como o alzheimer, por exemplo. Outro modelo vinha sendo treinado para identificar problemas respiratórios e no pulmão, e mais um para analisar a situação das cordas vocais. Então, com a chegada do coronavírus, os cientistas se questionaram se a inteligência artificial que identificaria o alzheimer pudesse também ajudar no diagnóstico da COVID-19. Isso porque as evidências de que a nova doença apresentava sintomas neurológicos começaram a aumentar.

"Os sons da fala e da tosse são influenciados pelas cordas vocais e órgãos que estão ao redor", explica Brian Subirana, um dos principais autores do estudo. Sendo assim, a inteligência artificial consegue identificar, a partir da voz, o idioma nativo, o sexo da pessoa e até o estado emocional, além da própria doença.

Algo parecido vem sendo feito na USP, que está desenvolvendo uma ferramenta capaz de identificar a existência da COVID-19, além de outras doenças pulmonares, através do som. A inteligência artificial é treinada da mesma forma, analisando a tosse de pessoas voluntárias.

Fonte: Canaltech

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