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COVID-19: Brasil registra 98 casos de coronavirus; Bolsonaro testa negativo

Fidel Forato

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra, hoje (13), 98 casos confirmados para a COVID-19. Além disso há 1.485 suspeitas para infecção do novo coronavírus SARS-CoV-2, sendo que outras 1.344 já foram descartados, após exames clínicos. Nesse momento, a pandemia chegou a 12 estados brasileiros e também ao Distrito Federal.


Em série de medidas para conter o aumento de casos do novo coronavírus, o Ministério da Saúde investe no acompanhamento, em tempo real, de pacientes com a COVID-19, na Plataforma IVIS, além do combate às fakes news durante a pandemia e o aplicativo para smartphones Coronavírus - SUS. Isso na disputa pelas narrativas da doença e informação da população.

Além disso, há também medidas práticas como contratação de mais profissionais de saúde e definições legais entre isolamento e quarentena, que esclarecem o Projeto de Lei 23/20, especificamente elaborado para criar um sistema de proteção contra o novo coronavírus.


Para reforçar o atendimento à população durante a pandemia - como classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - do coronavírus, o Ministério da Saúde apresentou edital com 5.811 vagas para médicos atuarem em postos de saúde. A partir do programa Mais Médicos, de forma emergencial, esses profissionais devem ser distribuídos em 1.864 municípios de todo o país, além de 19 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

“O Mais Médicos é um programa de provisão emergencial de médicos e pode ser usado em emergências de saúde como a que estamos passando com o coronavírus”, explica o secretário de Atenção Primária à Saúde (SAPS), Erno Harzheim, durante comunicado da ação. Também deve ser elaborado um outro edital para a locação de até 2 mil leitos de UTI.

Isolamento X Quarentena

Conforme o Ministério da Saúde publicou, ontem (12), na portaria nº 356/3020, estão previstos os critérios para medidas de isolamento com separação de pessoas sintomáticas ou assintomáticas, em investigação clínica laboratorial. Por trás da medida, a ideia é evitar a propagação da infecção e transmissão local da COVID-19, impondo definições de isolamento e quarentena.


O isolamento somente poderá ser determinado por prescrição médica ou por recomendação de agente de vigilância epidemiológica, por um prazo máximo de 14 dias. No entanto, pode se estender por mais 14 dias e deve ser feito, preferencialmente, em domicílio, conforme o quadro clínico do paciente.

Depois de aumento de casos do novo coronavírus, Ministério da Saúde aprova medidas para contenção da COVID-19 (Foto: Eugene Hoshiko/AP Photo)

Já a quarentena é uma forma reclusão, determinado a grupo de pessoas que não apresentam sintomas, mas podem ter sido contaminadas pelo novo coronavírus. Atualmente, uma medida dessa pode durar até 40 dias, mas também se estender pelo tempo necessário para reduzir a transmissão comunitária e garantir a manutenção dos serviços de saúde no território.

Por ser mais séria, só será deliberada mediante ato administrativo formal e devidamente motivado e deverá ser editada por Secretário da Saúde do Estado, do Município, do Distrito Federal ou Ministro de Estado da Saúde ou superiores em cada nível de gestão, publicada no Diário Oficial.

"A pessoa que tem caso confirmado [de coronavírus], com dados laboratoriais, e os familiares que vivem na mesma casa devem ficar em isolamento, e as pessoas [com quem] que tiveram contato devem ser notificadas", explica o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira. Essa medida está entre as mais adotadas para os novos casos do novo coronavírus, pois evita ainda mais o crescimento de casos.

Vale ressaltar que o descumprimento das medidas de isolamento e quarentena previstas podem acarretar responsabilização do paciente nos termos previstos em lei.

COVID-19, Bolsonaro e Wajngarten

Ontem (12), foi feita a confirmação de que o secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, foi diagnosticado com o novo coronavírus, após viagem internacional. Depois da notícia, Jair Bolsonaro se submeteu a exame e o resultado deu negativo, conforme foi divulgado pelo próprio presidente em sua conta no Twitter, hoje (13).


Além de Bolsonaro, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, também informou, via Twitter, que o seu exame para diagnosticar a presença do novo coronavírus foi negativo.

De acordo com a Secom, o Serviço Médico da Presidência adotou e está adotando todas as medidas preventivas necessárias para preservar a saúde de Bolsonaro e de toda comitiva que o acompanhou aos Estados Unidos, bem como dos servidores do Palácio do Planalto.




Fonte: Canaltech

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