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COVID-19 | Brasil está na nona semana seguida de aceleração da pandemia

Natalie Rosa

De acordo com novos dados do Imperial College, de Londres, a taxa de contágio da COVID-19 no Brasil parou de cair, após três semanas seguidas de desaceleração. Há nove semanas, a taxa vem sendo maior que 1, significando que a pandemia por aqui ainda não está perto de ser controlada.

Nesta semana, a taxa, também chamada de Rt, chegou a 1,06, mostrando que cada 100 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus o transmitem para outras 106, que transmitem a outras 112,36, seguindo desta forma. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), países que estão passando pelo rápido contágio da doença precisam de mais agilidade com testes e rastreamento, como forma de reduzir a taxa de contaminação.

Imagem: Reprodução

Na América do Sul, somente o Brasil e a Colômbia, entre seis países que vêm sendo monitorados, não apresentaram redução da taxa de contágio. O ranking considera as nações que estão com transmissão ativa da doença, ou seja, que registrem pelo menos 10 mortes em duas semanas anteriores, sendo 10 em cada semana, ou que apresentem o mínimo de 100 mortes desde o início da pandemia.

O ranking, agora, está assim em comparação com a semana passada:

  • Colômbia - De 1,1 para 1,36;
  • Argentina- De 1,29 para 1,2;
  • Chile - De 1,12 para 1,08;
  • Bolívia - De 1,36 para 1,07;
  • Brasil de 1,05 para 1,06;
  • Peru de 1,36 para 1,02.

Ainda de acordo com os pesquisadores do Imperial College, a estimativa é que o total de casos de COVID-19 no Brasil seja o triplo do que é declarado, chegando a, possivelmente, mais de três milhões de infectados.

Essas informações são obtidas a partir do registro de óbitos, considerando que o total de mortes é equivalente a 1,38% dos casos anunciados nas duas últimas semanas. Então, para existir 52.645 mortes, como foi anunciado na última terça, o total de contaminados no Brasil ultrapassaria 3,8 milhões.


Fonte: Canaltech