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COVID-19 | Brasília está fazendo acordo para produzir vacina russa

Nathan Vieira
·2 minutos de leitura

Em meio à corrida por uma vacina que seja eficaz contra a COVID-19, uma preocupação é como o Brasil fica. Com isso em mente, o Diretor de Negócios Internacionais da União Química Rogério Rosso está trabalhando diretamente em um acordo com a Rússia para que a vacina Sputnik V seja produzida em Brasília.

Com isso, dois técnicos da União Química foram a Moscou para dar início às negociações. O ex-deputado Rogério Rosso deixa clara a sua confiança na eficiência da vacina para a imunização contra o coronavírus. Porém, pelo menos por enquanto, essa negociação segue confidencial.

Em setembro, o Governo da Bahia assinou um acordo de cooperação com o fundo soberano da Rússia (RDIF) para o fornecimento de até 50 milhões de doses da Sputnik V contra a COVID-19. O imunizante já recebeu autorização especial de uso pelo governo russo. Com o acordo em questão, a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico (Bahiafarma) poderá comercializar a vacina Sputnik V em território brasileiro, com a possibilidade de entrega a partir de novembro desse ano.

Brasília está negociando com a Rússia para produzir a Sputnik V. Governo da Bahia já fechou acordo (Imagem: Jcomp/Freepik)
Brasília está negociando com a Rússia para produzir a Sputnik V. Governo da Bahia já fechou acordo (Imagem: Jcomp/Freepik)

Sputnik V

Com o objetivo de estimular a imunização contra o coronavírus, a vacina russa trabalha com dois vetores de adenovírus. Isso significa que o imunizante carrega em sua composição dois tipos de vírus que, naturalmente, afetam humanos e causam o resfriado comum. Os agentes infecciosos foram enfraquecidos, de forma que não causem nenhuma reação séria no corpo do paciente.

Um dos agentes é o adenovírus humano recombinante tipo 26 (rAd26-S), e o outro é o adenovírus humano recombinante tipo 5 (rAd5-S). Para se ter uma noção, os dois modificados geneticamente e carregam a proteína S do coronavírus. Em forma de espinhos (os chamados spikes), a proteína S permite que o vírus infecte as células humanas. Através dessa técnica de incluir dois vírus diferentes para despertar a imunização é como se fossem duas vacinas em uma única. Essa tecnologia russa foi a mesma utilizada em outro imunizante do país, só que contra o ebola.

Fonte: Canaltech

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