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Covid-19: após recuo do Ministério da Saúde, cidade do Rio vai reconsiderar vacinação de adolescentes de 12 e 13 anos

·3 minuto de leitura

Depois que o Ministério da Saúde reviu sua orientação de vacinar crianças e adolescentes sem comorbidades contra a Covid-19, a Secretaria municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro vai reconsiderar a imunização de pessoas com 12 e 13 anos em geral, grupos ainda não contemplados pela campanha na cidade. No entanto, a vacinação de adolescentes com 14 anos, marcada para esta quinta e sexta-feira, está mantida, anunciou a secretaria. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) marcou uma reunião para a tarde desta quinta para discutir o tema junto ao Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Cosems-RJ) a fim de elaborar uma "orientação única".

"A recomendação do Ministério da Saúde (MS) leva em consideração o momento de escassez de vacinas. No Rio de Janeiro, a vacinação dos adolescentes de 14 anos, já marcada para esta quinta e sexta-feira (16 e 17), está mantida. Sobre o atendimento aos meninos e meninas de 13 e 12 anos, o tema será submetido na próxima quarta-feira (22) ao Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19, que avaliará as ponderações do MS. O assunto também está em discussão pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass)", disse a SMS, em nota.

A nota técnica disparada pelo MS nesta quarta-feira não menciona o problema da escassez de vacinas, embora cite a resistência da Organização Mundial da Saúde (OMS) à ideia de imunizar crianças e adolescentes, que tem como argumento a desigualdade de distribuição vacinal no mundo.

No documento, a pasta argumenta que a OMS não recomenda a vacinação de adolescentes com ou sem comorbidades; que a maior parte dos adolescentes sem comorbidades apresenta "evolução benigna" da doença; e a melhora do cenário epidemiológico com redução de cerca de 60% nos números de casos e óbitos. A pasta destaca ainda que na nota anterior previa que adolescentes sem comorbidades fossem os últimos a serem vacinados.

A nova orientação do ministério revisa uma diretriz anterior e restringe a imunização a "adolescentes de 12 a 17 anos que apresentem deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade, apesar da autorização pela Anvisa do uso da Vacina Cominarty (Pfizer/Biontech)".

A pasta define ainda a ordem em que deve ser feita a vacinação de adolescentes que têm indicação para vacinação, iniciando com a população de 12 a 17 anos com deficiências permanentes; depois, pessoas nessas faixa etária com comorbidades; e, por fim, adolescentes privados de liberdade.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde, por meio da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, afirma que recebeu nota técnica do ministério sobre o tema, e que "a equipe técnica vai discutir o assunto em reunião, realizada nesta quinta-feira (16.09) à tarde, com integrantes da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que reúne representantes da SES e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Cosems-RJ). Após o encontro, será elaborada uma orientação única, com o objetivo de normatizar o processo de vacinação do referido grupo".

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