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Covaxin: Instituto Albert Einstein deve coordenar testes de Fase 3 no BR

Fidel Forato
·3 minuto de leitura

Cada vez mais, o Brasil espera contar com uma ampla variedade de vacinas contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2), além da CoronaVac e do imunizante de Oxford. Na quarta-feira (3), a farmacêutica Precisa Medicamentos — representante do laboratório indiano Bharat Biotech no Brasil — anunciou que o Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIAEEP) irá coordenar, nacionalmente, os estudos de Fase 3 da vacina Covaxin contra a COVID-19. Caso a pesquisa seja aprovada, será a quarta do tipo no país.

De acordo com o Albert Einstein, os testes de eficácia do imunizante contra a COVID-19 devem começar em março e durar de 45 a 90 dias. No caso brasileiro, serão três mil voluntários espalhados por três centros de estudo. Mais acelerada, a farmacêutica Precisa espera que os testes sejam iniciados imediatamente após a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Instituto Albert Einstein deve coordenar testes da vacina Covaxin no Brasil (Imagem: Reprodução/ Jcomp/ Freepik)
Instituto Albert Einstein deve coordenar testes da vacina Covaxin no Brasil (Imagem: Reprodução/ Jcomp/ Freepik)

Quanto ao imunizante, clínicas de saúde privadas pretendem oferecer à fórmula aos seus clientes. Para isso, negociaram um acordo para a aquisição de cinco milhões de doses da vacina Covaxin, segundo a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC). Além das clínicas, o Ministério da Saúde também demonstrou interesse na compra da fórmula para a distribuição no SUS (Sistema Único de Saúde).

Mudanças na Anvisa

Em nota divulgada ontem, a Anvisa anunciou que simplificaria as regras para que vacinas contra a COVID-19 recebessem autorização de uso emergencial. Dessa forma, essa autorização poderá ser solicitada por qualquer farmacêutica que preencha os requisitos da agência, sem necessariamente ter realizado os estudos clínicos de Fase 3 no Brasil, como aconteceu com os imunizantes já autorizados até o momento.

Independente dessa flexibilização dos termos para as vacinas durante a pandemia do coronavírus, a farmacêutica Precisa confirmou que irá realizar, sim, os estudos de Fase 3 no Brasil. Em paralelo, também vai solicitar o registro de uso emergencial do imunizante para que a Covaxin seja "colocada à disposição do país no Plano Nacional de Vacinação", após a comprovação de eficácia contra o agente infeccioso.

Como funciona a Covaxin?

Com tecnologia similar ao imunizante CoronaVac, a Covaxin — já autorizada na Índia desde janeiro — adota em sua fórmula o coronavírus inativado ("morto") e, a partir da aplicação, começa a estimular a resposta imune da pessoa contra o vírus. Para a imunização completa contra a COVID-19, também são necessárias duas doses. Outra vantagem é a sua fácil armazenagem, já que pode ser conservada em temperaturas que variam de 2 °C a 8 °C, ou seja, em geladeiras comuns.

Até o momento, os pesquisadores já anunciaram os resultados de Fase 1 e 2, mas os testes de eficácia (a Fase 3) ainda estão em andamento. Segundo o laboratório indiano, são mais de 25 mil voluntários inscritos nos testes, sendo que nem todos recebem o imunizante, já que há um grupo placebo. Na última atualização, 77% dos voluntários receberam a segunda dose do estudo. Agora, a previsão é de que, até o final deste mês, dados preliminares sejam divulgados.

Fonte: Canaltech

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