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Covax prevê vacinar 20% da população dos países pobres antes do fim do ano

·2 minuto de leitura
Funcionária do ministério da Saúde comprova os documentos de um contêiner com o primeiro envio de doses da vacina contra o coronavórus da AstraZeneca/Oxford, no aeroporto internacional de Noi Bai, Vietnã (AFP/Nhac Nguyen)

O sistema Covax prevê a vacinação contra a covid este ano 20% da população mundial dos países pobres, muito mais que os objetivos iniciais, informaram nesta quarta-feira (8) os fundadores do mecanismo internacional, entre eles a Aliança para a Vacinação (Gavi) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O sistema Covax espera fornecer gratuitamente a 92 Estados e territórios desfavorecidos vacinas financiadas por nações mais prósperas.

Os fundadores do Covax denunciam regularmente a grande desigualdade no acesso à vacinação entre as populações de países pobres e ricos.

Em um comunicado conjunto, os fundadores do Covax destacaram que a desigualdade no acesso continua "inaceitável", já que somente 20% dos habitantes dos países de renda baixa e média-baixar receberam a primeira dose da vacina, contra 80% nos países de renda alta e média-altar.

Até o momento, o Covax distribuiu 243 milhões de doses em 139 países desfavorecidos, informou Ann Ottosen, da divisão de suprimentos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

"A maioria dos países do mundo já recebeu doses do Covax. É apenas o começo", disse Seth Berkley, chefe do Gavi.

"Prevemos 1,1 bilhão de doses adicionais para entregarmos até o fim do ano", anunciou.

Segundo as últimas previsões publicadas nesta quarta-feira, o Covax espera dispor de um total de 1,425 bilhão de doses em 2021, quando o sistema espeva 2 bilhões.

O Covax espera agora alcançar este número no primeiro trimestre de 2022.

Os países pobres que participam do Covax receberão a maioria das 1,4 bilhão de doses este ano (1,2 bilhão), "o que é suficiente para proteger 20% da população, ou seja, 40% dos adultos desses países, sem contar com a Índia", explicou Berkley.

O Serum Institute of India (SII), um grande produtor de vacinas da AstraZeneca, deveria ter desempenhado um papel de primeiro plano no fornecimento dessas vacinas no âmbito do sistema Covax.

No entanto, por causa do aumento da pandemia nesse país, o governou proibiu exportação para combater a epidemia de covid-19 no território indiano.

O Covax recebe doações dos países mais ricos, que acumulam as doses.

"Atualmente, a capacidade do Covax para proteger as pessoas mais vulneráveis no mundo continua sendo prejudicada pelas proibições de exportação, pela prioridade estabelecida nos acordos bilaterais entre os fabricantes e os países, pelas dificuldades para aumentar a produção de certos produtores-chave e pelos atrasos na apresentação dos pedidos de homologação", afirmaram essas organizações em um comunicado conjunto.

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