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Covas tem 26%, Russomanno, 20%, e Boulos e França empatam em terceiro, diz Ibope

JOELMIR TAVARES E CAROLINA LINHARES
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O candidato à reeleição Bruno Covas (PSDB) subiu quatro pontos e alcançou 26% nas intenções de voto na disputa pela Prefeitura de São Paulo, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (30). Já o deputado federal Celso Russomanno (Republicanos) perdeu cinco pontos e está com 20%. Guilherme Boulos (PSOL) registrou 13% das intenções de voto e aparece empatado tecnicamente em terceiro lugar com Márcio França (PSB), que teve 11%. Ambos cresceram desde a pesquisa anterior, mas continuam colados. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Além da queda nas intenções de voto, Russomanno viu subirem os índices de rejeição a seu nome. Segundo o Ibope, 38% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum no parlamentar e apresentador de TV, apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Antes, a taxa era de 30%. Jilmar Tatto (PT) chegou a 6% das intenções de voto, um crescimento em relação aos 4% da pesquisa anterior. Com a nova pontuação, o petista fica empatado tecnicamente com França. Arthur do Val (Patriota) foi de 2% para 3%, e Joice Hasselmann (PSL) oscilou de 1% para 2%. Os demais concorrentes obtiveram 1% ou menos. O cenário de empate técnico entre os dois candidatos que aparecem à frente, Covas e Russomanno, se daria no limite extremo da margem de erro, o que é considerado muito improvável pelos institutos de pesquisa. O Ibope ouviu 1.204 eleitores entre 28 e 30 de outubro. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número 01331/2020. O nível de confiança utilizado é de 95%. Na reta final da campanha no primeiro turno, o levantamento é favorável para a campanha de Covas, que adotou a estratégia de não responder a ataques e priorizar temas municipais. Auxiliares dizem que a ordem é manter o planejamento inicial, que consideram acertado. Pressionado pela queda nas pesquisas —que evocou o fantasma dos pleitos de 2012 e 2016, em que sua candidatura derreteu—, Russomanno subiu o tom contra o tucano e o governador João Doria (PSDB), aliado do prefeito, nos últimos dias. Até então, a opção era destacar o apoio de Bolsonaro a seu nome. Apesar da queda de cinco pontos no Ibope, o marqueteiro da campanha, Elsinho Mouco, disse que comemora o fato de a pesquisa mostrar o deputado classificado para o segundo turno. "Nosso objetivo está sendo alcançado", disse ele. "Com 20%, 15%, até 10%. Se estivermos no segundo turno, é o que importa." Na avaliação da equipe de Russomanno, a trajetória de queda se deve não à rejeição de Bolsonaro, seu padrinho político nesta campanha, mas aos ataques feitos por adversários. Por isso, suas propagandas passaram a mirar a dupla Doria-Covas e Boulos. Na pesquisa Ibope anterior, feita entre 13 e 15 de outubro, havia empate técnico entre Russomanno, com 25%, e Covas, com 22%. Boulos vinha na sequência, com 10%, seguido de França, com 7%. Russomanno também liderava nesse levantamento o índice de rejeição, com 30% dos entrevistados que responderam que não votariam nele de jeito nenhum. Joice Hasselmann tinha 24%, e Covas, 23%.