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Covas e Boulos: Leia o perfil dos candidatos à Prefeitura de São Paulo

O Globo
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SÃO PAULO — O segundo turno em São Paulo terá o embate entre o atual o prefeito Bruno Covas (PSDB), que recebeu 32,85 dos votos e tem tido uma margem confortável nas projeções das pequisas eleitorias, contra Guilherme Boulos (PSOL). O candidato da esquerda superou Márcio França (PSB) e Celso Russomano (Republicanos) no primeiro turno com 20,24%. Os dois apostam em trunfos para a reta final, mas também lidam com fantasmas que podem atrapalhar esses planos.

Covas defende a boa avaliação de seu desempenho durante a pandemia, enquanto tenta lidar com o fato de ter sido o vice de João Doria, mal avaliado na capital. Durante a campanha até o primeiro turno, o atual prefeito se manteve afastado do governador do estado.

Boulos conseguiu unificar boa parte do voto no campo da esquerda, praticamente tirando Jilmar Tatto (PT) da disputa, mas ainda lida com a baixa popularidade na periferia, justamente o público alvo de suas propostas.

Confira abaixo a trajetória pessoal e política dos dois postulantes ao Edifício Matarazzo.

Bruno Covas (PSDB)

Agosto havia acabado de começar e faltavam ainda alguns dias para a convenção que oficializaria a candidatura à reeleição de Bruno Covas (PSDB) em São Paulo. Na sala do apartamento do coordenador geral da campanha, Wilson Pedroso, o círculo de políticos mais próximos do prefeito discutia uma das questões mais delicadas para o projeto eleitoral tucano: como evitar que a rejeição ao governador João Doria na capital prejudicasse Covas.

Àquela altura, o prefeito, que participava da reunião, não liderava as pesquisas de intenção de voto e precisava de uma estratégia de comunicação bem-sucedida para chegar ao segundo turno. Foi naquela noite que Covas e sua equipe acertaram que seria pedido ao governador que ele se mantivesse distante da eleição paulistana. (Leia o perfil completo de Bruno Covas)

Guilherme Boulos (PSOL)

Numa manhã de janeiro de 2019, dias depois da posse de Jair Bolsonaro, Guilherme Boulos se reuniu com a direção do PSOL e aliados do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) para reavaliar a sua estratégia de atuação política. Sentados à mesa da pequena sala de reuniões do escritório da empresa de comunicação que o havia assessorado na campanha presidencial, tentavam encontrar uma forma de reverter o mau desempenho que havia ficado como saldo da disputa eleitoral do ano anterior. Boulos ficou em décimo lugar, com 677 mil votos, o pior resultado de um candidato do PSOL na história.

Horas de discussão depois, concluíram que era preciso jogar no campo de batalha do inimigo. A partir dali, o líder do movimento dos sem teto se empenharia para tentar virar o anti-Bolsonaro das redes sociais. (Leia o perfil completo de Guilherme Boulos)