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Cotado para a Agricultura, aliado de Alckmin é apoiado por ex-ministro de Lula

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF - O ex-deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), que liderou as bancadas ruralista e tucana na Câmara. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF - O ex-deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), que liderou as bancadas ruralista e tucana na Câmara. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cotado para assumir o cargo de ministro da Agricultura, o ex-deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), que liderou as bancadas ruralista e tucana na Câmara, tem sido elogiado por Roberto Rodrigues, primeiro ministro da Agricultura do primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As opiniões de Rodrigues, tido como um nome de referência no setor, têm repercutido rapidamente em favor do tucano nos círculos do agronegócio.

Leitão é próximo de Geraldo Alckmin (PSB) há anos, foi coordenador de suas campanhas presidenciais no Mato Grosso, e membros do governo eleito afirmam à reportagem que a escolha pelo tucano agradaria ao setor agropecuário.

Além de ter sido presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, em 2017, ele atualmente comanda o Instituto Pensar Agro e continua a ser uma liderança do grupo.

Rodrigues disse à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, que não tem articulado em favor de ninguém, que está dedicado à vida acadêmica e sem posição em entidades de classe, mas reforça que considera o tucano um ótimo candidato.

"Foi deputado federal, liderou a Frente Parlamentar Agropecuária, hoje preside o IPA (Instituto Pensar Agro), que reúne mais de 40 instituições do agronegócio. Ele tem a respeitabilidade e a boa vontade do setor como um todo. É habilidoso como político, é do Mato Grosso, que é um estado agrícola, tem várias características de um ótimo candidato", afirma o ex-ministro.

A escolha por Leitão também poderia ajudar a atrair o PSDB para a base do novo governo, acreditam os aliados de Lula e Alckmin.

Um de seus principais concorrentes é o senador Carlos Fávaro, do mesmo estado, que tem a seu favor o fato de ser do PSD, de Gilberto Kassab, partido que o governo Lula tenta atrair. Pesa contra Fávaro o fato de sua suplente, Margareth Buzetti (PP-MT), ser bolsonarista —ou seja, sua indicação para ministro enfraqueceria a base do governo no Congresso.