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Corte de juros em abril não é garantido, diz banco central turco

Cagan Koc
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O presidente do banco central da Turquia, Sahap Kavcioglu, disse que os mercados não devem dar como certo que a instituição cortará as taxas de juros já em abril, quando comandará a primeira reunião de política monetária após sua surpreendente nomeação.

“Não aprovo uma abordagem enviesada para as decisões do CPM em abril, ou nos meses seguintes, de que um corte dos juros será entregue imediatamente”, disse Kavcioglu em resposta por escrito a perguntas enviadas por e-mail pela Bloomberg News, em referência à reunião do Comitê de Política Monetária no próximo mês.

“No novo período, continuaremos tomando decisões com uma perspectiva de política monetária corporativa para assegurar uma queda permanente da inflação. Nesse sentido, também monitoraremos os efeitos dos passos da política tomada até agora”, disse Kavcioglu.

Kavcioglu foi nomeado em 20 de março após o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, tirar Naci Agbal do comando do banco central, dois dias depois de um aumento dos juros maior do que o esperado. A escolha gerou expectativas de uma rápida reversão da política monetária da Turquia e provocou forte venda de ativos turcos, pois investidores viram um fim abrupto das medidas que por um breve período ajudaram a lira.

Mas em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo, Kavcioglu disse que pretende manter “estrita aderência” à meta de inflação de 5% do banco central.

Sombra de Erdogan

Em contraste com a maioria dos bancos centrais, Erdogan acredita que taxas de juros mais altas alimentam a inflação e quer que sejam mantidas o mais baixas possível. Essa preocupação fez com que o líder turco demitisse três presidentes de bancos centrais em menos de dois anos.

Quando questionado sobre a credibilidade da autoridade monetária turca devido à forte influência do presidente e sua capacidade de trocar o comando do banco central, Kavcioglu disse que a instituição mantém a “independência de instrumentos” garantida por lei. Ele se comprometeu a usar todas as ferramentas exigidas pelo cenário de inflação e disse que se manteria fiel à estrutura de uma única taxa de juros herdada de seu antecessor.

Até o antecessor de Kavcioglu iniciar um intenso ciclo de aumento dos juros em novembro, investidores frequentemente criticavam o banco central turco por ser muito rápido para desfazer o aperto monetário e muito lento para responder aos riscos, mais recentemente em agosto de 2018, quando a lira se desvalorizou cerca de 25%.

Em resposta a uma pergunta sobre como a Turquia usou suas reservas oficiais por quase dois anos até 2020 para apoiar a lira, o novo presidente do banco central disse: “As taxas de câmbio serão determinadas pelo equilíbrio de oferta e demanda sob condições de livre mercado.”

As reservas brutas totais da Turquia, incluindo ouro e dinheiro em poder do banco central em nome de instituições comerciais, caíram 20% no ano passado, para US$ 85,2 bilhões, até a nomeação de Agbal em novembro, enquanto as reservas internacionais líquidas encolheram mais da metade, para US$ 19,6 bilhões.

O banco central tentará acumular reservas internacionais quando as condições de mercado permitirem, disse Kavcioglu, uma prioridade que ele compartilha com Agbal.

“O banco central pode usar ferramentas de aumento de reservas em condições apropriadas, com comunicação prévia e adequada das mesmas”, afirmou Kavcioglu.

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