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Corte de impostos sobre diesel não repõe nem último reajuste da Petrobras

·2 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A redução de impostos federais sobre o diesel anunciada nesta terça-feira (13) pelo presidente Jair Bolsonaro não cobre nem o último reajuste promovido pela Petrobras, de R$ 0,10 por litro, que entrou em vigor no último dia 6.

Assim como ocorreu na isenção temporária de PIS/Cofins durante os meses de março e abril, o benefício deve ser engolido pelo repasse do aumento nas refinarias, seus efeitos sobre os impostos estaduais e pelo preço do biodiesel, que segue em alta no país.

Bolsonaro anunciou um corte de R$ 0,04 no PIS/Cofins, baixando o imposto de R$ 0,31 para R$ 0,27 por litro. Se o corte fosse integralmente repassado de imediato, o preço médio do combustível no país cairia 0,09%, para R$ 4,541 por litro.

Ainda assim, o produto segue em patamares recordes, bem acima dos verificados durante a greve dos caminhoneiros em 2018. E sem sinal de alívio, já que o diesel iniciou a semana em alta no mercado internacional e o real voltou a desvalorizar depois de ensaiar uma recuperação.

No fim de junho, lideranças dos caminhoneiros estiveram na Petrobras e ouviram que a política de alinhamento aos preços internacionais é importante para a companhia. Uma semana depois, a empresa anunciou reajustes no diesel, na gasolina e no gás de cozinha, e a categoria voltou a ventilar ameaças de greve.

Foram os primeiros aumentos da gestão do general Joaquim Silva e Luna, que assumiu a empresa após a conturbada demissão de Roberto Castello Branco em meio a uma escalada dos preços dos combustíveis, gerando expectativas sobre mudanças radicais na política comercial da companhia.

Já em seu discurso de posse, disse que o desafio era "conciliar consumidor e acionista" mas defendeu o alinhamento de preços. Em seus quase três meses de gestão, reduziu a frequência dos reajustes, mas não fugiu à responsabilidade de acompanhar a recuperação do petróleo.

Apesar dos afagos do governo aos caminhoneiros, dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) mostram que o preço do diesel nas refinarias subiu 40% desde o início da gestão Bolsonaro, já descontada a inflação do período.

Para analistas, embora o petróleo tenha se recuperado após a pandemia, a taxa de câmbio é o principal motor dessa alta. Enquanto a cotação do Brent, referência internacional negociada em Londres, subiu 23%, o dólar ficou 33% mais caro no período.

Assim, na avaliação do mercado, enquanto a taxa de câmbio não der um alívio, a política de preços da Petrobras permanecerá pressionada. E, apesar da alta dos juros e da volta do capital estrangeiro à Bolsa, a crise política e institucional continua sendo um importante combustível para manter o dólar nas alturas.

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