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Corte dos juros na China leva a pedidos de maior afrouxamento

(Bloomberg) -- O corte surpresa da taxa de juros da China aliviou pouco a preocupação com o desaquecimento da economia causado pelo mercado imobiliário e pela política de Covid Zero da China. Com isso, economistas e a mídia estatal defendem mais estímulos.

Em artigo na primeira página na terça-feira, o Financial News, apoiado pelo banco central, disse que o governo de Pequim deveria introduzir novas políticas pró-crescimento no momento apropriado para manter a expansão dentro de uma faixa razoável, na visão de Wen Bin, economista-chefe do China Minsheng Bank. Já o Securities Times destaca que a redução inesperada dos juros pelo Banco Popular da China pode ser a primeira de uma série de políticas para estabilizar o crescimento.

Para Lu Ting, da Nomura Holdings, o corte de 10 pontos-base na segunda-feira foi “muito pouco” e veio “muito tarde”, e diz que até mesmo uma provável redução na próxima semana da taxa primária de empréstimos, a taxa básica de juros de fato, não será suficiente para aumentar a demanda por crédito. Economistas de bancos como Standard Chartered e UBS agora veem uma chance maior de apoio de políticas nos próximos meses, incluindo mais cortes dos juros, a retomada do programa de reempréstimo do BPC e mais incentivos fiscais.

“Dadas as persistentes restrições da Covid e frágil recuperação econômica, esperamos que o governo continue reforçando o apoio a políticas no restante de 2022”, disse em nota Wang Tao, economista-chefe do UBS para China. “O caminho da recuperação econômica no segundo semestre será acidentado e incerto, dependendo da Covid e políticas relacionadas, evolução do mercado imobiliário e força do crescimento externo.”

Traders apostam que o próximo afrouxamento da política monetária possa ocorrer já na segunda-feira, com um corte das taxas primárias de empréstimos dos bancos. Os swaps de taxa de juros de um ano (LPR) da China caíram após o surpreendente corte anunciado pelo BPC na segunda-feira, e a curva agora implica uma redução de cerca de 10 pontos-base em relação ao atual nível de 3,7%, de acordo com Xing Zhaopeng, estrategista sênior do Australian & New Zealand Banking Group.

Ao contrário de muitas economias avançadas no momento, o núcleo da inflação da China - que exclui os preços de energia e alimentos, mais voláteis – está bastante controlado, tendo desacelerado para 0,8% em julho diante da fraca demanda doméstica. Isso dá ao BPC espaço para agir e cumprir seus objetivos, que incluem manter uma moeda estável, apoiar o crescimento e prevenir riscos financeiros.

Ao mesmo tempo, o banco central tem sido cauteloso em ser muito agressivo no afrouxamento monetário, o que pode afetar a economia no longo prazo devido aos níveis de dívida já elevados.

Juros do BPC

Com o corte surpresa dos juros, alguns analistas veem maior possibilidade de o BPC voltar a reduzir as taxas nos próximos meses, enquanto as preocupações com a inflação e a depreciação cambial não são tão urgentes. A Bloomberg Economics espera outro corte da taxa de empréstimo de médio prazo no quarto trimestre.

Ding Shuang, do Standard Chartered, também prevê mais afrouxamento, com uma redução de 10 pontos das taxas até o fim de outubro. No entanto, outros economistas, como Lu, do Nomura, dizem que o espaço para novos cortes é limitado devido à redução da margem de lucro dos bancos e ao aperto da política monetária nos EUA e em outros países.

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