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'Corretor das Estrelas', acusado de integrar esquema do 'Faraó dos Bitcoins', resistiu à entrega de celulares para PF

·3 minuto de leitura

Quando a Polícia Federal (PF) deflagou a primeira fase da Operação Kryptos, no dia 25 de agosto, um dos 15 alvos de busca e apreensão era o empresário Michael de Souza Magno, conhecido como o "corretor das celebridades". A casa onde foi encontrado fica num condomínio de luxo em Alphaville, bairro nobre de Santana de Parnaíba, em São Paulo. Ao chegar ao local, os agentes federais e auditores da Receita Federal esperaram cerca de cinco minutos para que abrissem a porta. De acordo com o relatório da PF, ao qual O GLOBO teve acesso, depois que os agentes entraram, Michael se recusou a entregar o telefone “colocando suas mãos nos peitos do policial, e empurrando levemente, com fito de impedir a apreensão”.

Michael é apontado como um dos operadores financeiros do esquema fraudulento de pirâmide financeira montado pelo ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, de 38 anos, conhecido como o 'Faraó dos Bitcoins". Ele é um dos 22 indiciados pela PF, na última quinta-feira. Segundo os investigadores, a resistência na entrega dos celulares não foi só do alvo, como também de sua esposa, a atriz Juliana Patrícia da Silva. No relatório consta que houve gritaria e empurrões. Em determinado momento, um dos agentes se viu obrigado a ser mais enérgico. Um trecho do documento informa que o policial sacou a pistola, "apontou totalmente para o chão, na direção dos seus pés e disse em voz alta: 'eu vou apreender de uma maneira ou de outra esse celular'."

Eram dois celulares para serem apreendidos. No primeiro ato de resistência, de acordo com o relatório, Juliana “começou a dizer, aos gritos, que não iria entregar nada, pegando o celular das mãos do alvo e segurando-o com as duas mãos, e para atrás do corpo”. Os investigadores contam que Michael se posicionou entre a mulher e o agente federal para dificultar a apreensão. Os delegados Guilhermo de Paula Machado Catramby e Carlos Eduardo de Resende Chamberlini, que assinam o relatório, descreveram ainda que foi preciso um segundo policial para segurar Michael. Só assim o aparelho foi retirado das mãos de Juliana: “algo que só conseguiu, literalmente, puxando o celular das mãos dela com ambas as mãos”, informa o documento da Polícia Federal.

Enquanto os policiais faziam as buscas, um agente da Receita Federal percebeu que Michael estava com um segundo telefone “sempre conversando com alguém”. O relatório da Polícia Federal destaca que o corretor foi alertado “que ele não poderia se comunicar com ninguém”. Perguntado sobre a procedência do aparelho, o empresário teria dito que “o celular era de sua esposa Juliana”.

Os policiais desconfiaram, então, que o segundo telefone seria de Michael. A Polícia Federal informou no documento enviado ao Ministério Público Federal que “é comum membros da organização criminosa utilizarem-se de celulares em nome de terceiros” (sic). Diante da situação, o chefe da equipe que fazia as buscas ligou para o delegado Catramby, que comandava a ação do Rio. Catramby determinou que o celular também fosse apreendido de imediato.

Após comunicar a decisão a Michael, os policiais relataram que depois “se iniciou um verdadeiro caos”. De acordo com os agentes, Michel teria dito que “ninguém” iria apreender o segundo celular. A atriz, documento, gritou: "esse não, esse não", afirmando ser a dona do telefone. Foi desta vez que o agente precisou sacar a arma. Mesmo assim, a mulher do corretor saiu correndo até a piscina com o aparelho. O policial a alcançou e arrancou o telefone das mãos dela. Um dos agentes ainda se queixou de ter sido agredido pelo corretor de imóveis durante a operação.

Os investigadores também afirmaram que os pais de Juliana, presentes no local no momento das buscas, começaram a gritar, acusando os policiais de abuso de autoridade.

O GLOBO não conseguiu localizar as defesas de Michael e Juliana. O corretor, cuja prisão foi decretada na segunda fase da Operação Kryptos, se encontra foragido.

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