Mercado abrirá em 2 h 14 min
  • BOVESPA

    101.915,45
    -898,58 (-0,87%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.698,72
    -97,58 (-0,20%)
     
  • PETROLEO CRU

    69,01
    +2,83 (+4,28%)
     
  • OURO

    1.781,90
    +5,40 (+0,30%)
     
  • BTC-USD

    57.135,12
    +614,39 (+1,09%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.471,65
    +28,87 (+2,00%)
     
  • S&P500

    4.567,00
    -88,27 (-1,90%)
     
  • DOW JONES

    34.483,72
    -652,22 (-1,86%)
     
  • FTSE

    7.146,14
    +86,69 (+1,23%)
     
  • HANG SENG

    23.658,92
    +183,66 (+0,78%)
     
  • NIKKEI

    27.935,62
    +113,86 (+0,41%)
     
  • NASDAQ

    16.371,75
    +221,25 (+1,37%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3961
    +0,0261 (+0,41%)
     

Correios: ministro defende venda da empresa antes que ela perca mais espaço em mercado de encomendas

·3 min de leitura

BRASÍLIA – O ministro das Comunicações, Fábio Faria, defendeu nesta quarta-feira a venda dos Correios antes que a empresa perca mais participação no mercado de entrega de encomendas. Ele considera que a entrada de concorrentes – como a DHL, Magalu, Mercado Livre e Amazon – e as greves recorrentes podem tirar a atratividade da venda da estatal e que está é “última janela” de oportunidade.

O projeto de privatização dos Correios já foi aprovado na Câmara, mas está parado no Senado. O governo, no entanto, quer vender a empresa no primeiro trimestre de 2022. O texto precisa ser aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e passar pelo plenário da Casa. A relatório é do senador Márcio Bittar (MDB-AC).

Faria diz que a entrega das encomendas é o “filé” dos Correios, e que só com esse setor em alta haverá interessados na compra da estatal para manter a universalização dos serviços postais e atendimento em localidades remotas.

— A cada ano que passa os Correios vêm perdendo grande parte na sua receita de encomenda e vai chegar a um momento, acredito que em pouco tempo, que nenhuma empresa mais vai se interessar pelos Correios – afirmou durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

O ministro citou que houve 12 paralisações ao longo dos últimos dez anos, e que esse processo de greves trabalhistas levou outras empresas a desenvolverem as próprias redes de logística. Por isso, argumenta que o governo se preocupa com a queda acentuada na demanda por entrega de encomendas,a partir do avanço de outras empresas, e defende a votação breve da proposta.

— É a última janela que nós temos. Eu tenho certeza do que eu estou falando: nós não temos condições nenhuma de voltarmos a discutir privatização dos Correios aqui a três, quatro anos. Ninguém vai ter interesse – afirmou.

Timing da venda

O ministro ainda ressaltou que a modelagem da concessão prevê a manutenção da exclusividade da empresa para serviços de cartas, criação de tarifa social, garantia de universalização e acesso, vedação do fechamento de agências essenciais e a estabilidade dos empregados por 18 meses.

A leitura do ministro é de que a privatização dos Correios possa, no futuro, levar a um aumento do número de trabalhadores pela expansão da empresa na prestação de serviços em outros países da América Latina.

A secretária Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier, defendeu o modelo de concessão e também manifestou preocupação em relação ao mercado de encomendas:

— Para eu garantir que todos os municípios brasileiros consigam receber os serviços postais com qualidade e celeridade, eu preciso de mais investimentos e eu apenas vou conseguir fazer isso com a atração muito relevante de investimentos. Por isso a privatização é fundamental, somada um contrato de concessão – afirmou.

E acrescentou:

— Se o setor de encomendas, que não é monopólio dos Correios, cresce e o setor de cartas, que é monopólio dos Correios, decresce, o que vai acontecer com essa estatal se nós não trouxermos os investimentos privados na hora certa pra modernizar essa companhia?

Imunidade tributária

O secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Diogo Mac Cord de Faria, falou sobre o argumento da lucratividade dos Correios, como um impeditivo para a venda. Na avaliação dele, a imunidade tributária que a empresa possui por ser uma estatal é maior do que o lucro, e está na ordem de R$ 2 bilhões.

— A imunidade tributária que os Correios tem hoje, da ordem de R$ 2 bilhões por ano, é maior do que o maior lucro histórico dos Correios, registrado no ano passado (R$ 1,5 bilhão) – declarou, acrescentando que esse dinheiro pode ser usado para ampliar o número de vagas para crianças em escolas, casas populares e ampliação da rede de unidades básicas de saúde.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos