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Corregedoria vai apurar visita que gerou crise entre grupos da Lava-Jato no MPF

Murillo Camarotto

Estopim de uma crise dentro do Ministério Público Federal (MPF), a visita a Curitiba da coordenadora do grupo de trabalho da "Operação Lava-Jato" na Procuradoria-Geral da República (PGR), Lindôra Araújo, será investigada pela corregedoria do órgão.

De acordo com nota publicada nesta segunda-feira (29) pela assessoria do MPF, o objetivo é verificar se conversas com os integrantes da força-tarefa no Paraná foram gravadas e, em caso positivo, de que forma e em que contexto isso teria acontecido.

Após tomar conhecimento da visita, o grupo de trabalho da Lava-Jato na PGR pediu demissão coletiva, abrindo uma crise dentro do órgão. Eles suspeitam que Lindôra teria tentado obter ilegalmente informações sobre a operação.

Circula, no entanto, uma versão de que os procuradores já seriam dispensados por Augusto Aras e apenas se anteciparam.

A instalação da sindicância foi determinada hoje pela corregedora-geral do MPF, Elizeta Maria de Paiva Ramos. Segundo o órgão, a apuração será feita tanto pela “ótica do fundamento e formalidades legais da diligência quanto da sua forma de execução”.