Correção: Semesp não vê risco de governo mudar Fies

A nota enviada às 10h28 continha uma incorreção no título. O diretor executivo do Semesp Rodrigo Capelato não alertou para o risco de o governo mudar o Fies. Disse que não via risco de o governo mudar o Fies. Segue a nota com o título corrigido.

O crescimento das empresas de educação no ensino superior está intimamente atrelado ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programa do governo federal, e qualquer mudança nele quebraria boa parte das instituições, opina Rodrigo Capelato, diretor executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp).

"Hoje todo mundo está muito tomado com Fies, todos sabem que é a única forma de expandir", conclui Capelato. Segundo ele, o receio de uma mudança política alterar os planos do governo para o programa ainda afeta os executivos das empresas, em especial as que têm porte menor do que as que hoje lideram o mercado e têm capital aberto em bolsa. Apesar do risco, o especialista acredita que o risco seja baixo. "O crescimento do Fies é a verdadeira trava de segurança, não acredito que o governo alteraria as regras sabendo do que isso significaria para as empresas."

Segundo dos dados do governo federal compilados pelo Semesp, o número de novos contratos de alunos com o Fies alcançou 305 mil apenas de janeiro a agosto de 2012. Trata-se de um grande salto com relação ao ano anterior, quando nos doze meses foram firmados 176 mil contratos. Capelato avalia, ainda, que a perspectiva é de que os contratos alcancem 500 mil até o fim deste ano e que o Fies deve continuar embalando o alto crescimento das matrículas nas instituições de ensino superior.

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