Correção: Piora externa diminui avanço dos juros

A nota enviada anteriormente contém uma incorreção. O cargo do diretor do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, está errado. Ele é diretor de Política Econômica do BC, e não de Política Monetária. Segue o texto corrigido:

A deterioração do ambiente internacional, devido às preocupações com o abismo fiscal dos EUA e com a demora do repasse da ajuda à Grécia, reduziu um pouco o avanço das taxas de juros futuras, mas não apagou o viés positivo. Esse movimento de alta, aliás, teve relação, no início do dia, com a aprovação do pacote de austeridade grego, e foi sustentado pelo otimismo demonstrado pelo diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, sobre o mercado de crédito, e pela mudança promovida pela autoridade monetária nas regras do compulsório bancário.

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o juro com vencimento em janeiro de 2013 (49.165 contratos) projetava taxa de 7,125%, de 7,12% no ajuste. O DI para janeiro de 2014 (97.555 contratos) marcava 7,34%, de 7,33% ontem. O DI para janeiro de 2015 estava em 7,86%, de 7,84% no ajuste. Na parte longa da curva, o contrato com vencimento em janeiro de 2017 (113.070 contratos) indicava 8,63%, de 8,57% na véspera, e o DI para janeiro de 2021 (2.765 contratos) projetava 9,28%, de 9,22% no ajuste.

Em Recife, durante divulgação do Boletim Regional, o BC projetou que as operações de crédito deverão encerrar este ano com um crescimento de 16% e que os financiamentos continuam com espaço para se manter como a alavanca do crescimento. Segundo o Hamilton, do ponto de vista qualitativo, a oferta de crédito tende a se tornar moderadamente flexível no último trimestre, de restritiva no terceiro. Por fim, ele afirmou que a inflação, na sua trajetória de convergência para a meta de forma não linear, chegará a 4,5% em termos anualizados no terceiro trimestre do ano que vem.

Para um operador, por mais que o Banco Central tenha dito que as alterações no compulsório não irão ampliar a liquidez do sistema, a percepção é de que isso ocorrerá sim. Tanto que, segundo avaliação do presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Renato Oliva, o BC fez um ajuste cirúrgico na regra de dedução do depósito compulsório com objetivo de ampliar ainda mais a liquidez e a concessão de crédito pelos bancos médios no país.

Nesta quinta-feira, o BC anunciou uma alteração no tipo de instituição cuja venda de carteiras de crédito pode ser deduzida do recolhimento de compulsório feito pelos grandes bancos. Pela nova regra, a liberação pode ocorrer se o banco vendedor tiver 20% do passivo em depósitos a prazo e também em letras financeiras. Antes, as letras financeiras estavam fora desse modelo. O BC também atualizou, após dois anos, o valor do patrimônio de referência das instituições vendedoras de carteiras, de R$ 2,2 bilhões para R$ 3,5 bilhões.

No exterior, apesar de o Parlamento da Grécia ter aprovado o pacote de austeridade necessário para receber nova ajuda financeira, a notícia de que os ministros das Finanças da zona do euro devem adiar, até o fim do mês, uma decisão sobre a liberação de 31,5 bilhões de euros para os gregos apagou parte do otimismo. Além disso, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse hoje esperar que o crescimento na zona do euro continue fraco no restante deste ano e em 2013. Os comentários foram feitos após o BCE decidir, mais cedo, manter sua taxa básica de juros inalterada em 0,75%.

Nos EUA, permanecem as preocupações com o chamado "abismo fiscal". Nesta quinta, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que, mesmo se o abismo fiscal dos EUA for desfeito rapidamente, o dano pode ser substancial.

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