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Correção: BofA revisa projeção para PIB do Brasil em 2020 de -7,7% para -5,7%

Anaïs Fernandes

Diferentemente do informado na nota anterior, o banco reduziu a previsão de crescimento do Brasil em 2021 de 3,5% para 3%. Segue nota corrigida:

O Bank of America (BofA) melhorou sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de uma queda de 7,7% para um recuo de 5,7% neste ano. Para 2021, a previsão passou de crescimento de 3% para 3,5%. Para 2021, a previsão passou de crescimento de 3,5% para 3%.

Em relatório, David Beker e Ana Madeira citam melhora em dados econômicos e o início da reabertura das atividades em algumas regiões. "Dados recentes reforçam que o pior em números da economia foi, provavelmente, em abril, com a atividade já mostrando melhora gradual na margem", afirmam.

Segundo eles, a média móvel de três meses ajustada sazonalmente passou de -6,1% em abril para -1,7% em maio no comércio e de -9,1% para -7% no caso da indústria. Os serviços, setor mais afetado pelas medidas de restrição na pandemia, permaneceram em -6,6%. O relatório menciona ainda que a média móvel de três meses do indicador de atividade do Banco Central brasileiro, o IBC-Br, melhorou de -5,1% em abril para -4,8% em maio, feito o ajuste sazonal.

"No entanto, a recuperação no segundo semestre deve continuar gradual dada a deterioração do mercado de trabalho e os níveis de confiança, que permanecem baixos", afirmam. Ainda assim, eles lembram que a confiança da indústria, medida pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 13,8 pontos em junho (números não dessazonalizados), para 77,9, enquanto no comércio avançou 13 pontos, para 81,1 e, em serviços, subiu 9,4 pontos, para 69. A confiança do consumidor, que já tem dados para julho, aumentou 6,9 pontos no mês, para 78,3, e está 12,1 pontos abaixo do nível pré-pandemia, segundo o relatório.

Apesar de a inflação ter acelerado na margem nos últimos meses, a equipe do BofA afirma que os núcleos (medidas que tentam reduzir o efeito de itens mais voláteis) e a inflação de serviços prosseguem comportados, devido ao elevado hiato do produto, o que deve manter o cenário inflacionário benigno. "Notadamente, pressões altistas vieram, em geral, dos preços regulados - com a recuperação da gasolina e outros derivados - e da alimentação, cujos itens são mais voláteis na cesta", diz o relatório. O BofA espera uma inflação de 2% ao fim de 2020.