Mercado fechado

Coronel da reserva assume Funarte no lugar de ex-assessor de Carlos Bolsonaro

O Globo
·1 minuto de leitura
Segundo o colunista Lauro Jardim, Lamartine Holanda tem cursos de roteiro e gestão de direitos em projetos audiovisuais
Segundo o colunista Lauro Jardim, Lamartine Holanda tem cursos de roteiro e gestão de direitos em projetos audiovisuais

RIO — A Fundação Nacional das Artes (Funarte) será presidida pelo coronel da reserva do Exército Lamartine Barbosa Holanda, que entra no lugar do ex-assessor de Carlos Bolsonaro, Luciano Querido. A troca no comando do órgão, antecipada pelo colunista do GLOBO Lauro Jardim, foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira e assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto.

Segundo a coluna de Lauro Jardim, constam no currículo de Holanda cursos de roteirista na Escola de Cinema de São Paulo e de gestão de direitos do processo de financiamento de projetos audiovisuais com recursos públicos, além de outras formações ligadas à carreira militar, como manutenção de material bélico.

Ex-assessor de Carlos Bolsonaro na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro por quinze anos, Luciano Querido havia sido oficializado presidente da Funarte há apenas dois meses. Em março deste ano, ele foi escolhido para ser diretor no órgão e, em maio, passou a presidente interino. A nomeação como presidente só saiu em julho.

A escolha de Querido para o cargo chegou a ser contestada na Justiça pelo Ministério Público Federal, devido à sua falta de formação no setor da Cultura. À época, o MPF alegou que a posição na Funarte exigia experiência profissional de, no mínimo, cinco anos de atuação em atividades correlatas ao órgão.

Bacharel em Direito, Querido foi responsável por cuidar das mídias sociais de Carlos Bolsonaro enquanto trabalharam juntos na Câmara. Ele também atuou na campanha de Jair Bolsonaro à presidência da República. Sua esposa, Luciana Alves Miranda Barbosa, foi lotada no gabinete de Jair na Câmara dos Deputados, conforme mostrou levantamento do GLOBO sobre as famílias empregadas pelo clã Bolsonaro.