Mercado fechado
  • BOVESPA

    112.282,28
    +2.032,55 (+1,84%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.338,34
    +510,21 (+1,00%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,37
    +0,14 (+0,19%)
     
  • OURO

    1.763,90
    -14,90 (-0,84%)
     
  • BTC-USD

    43.410,88
    +1.403,00 (+3,34%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.091,90
    +51,41 (+4,94%)
     
  • S&P500

    4.395,64
    +41,45 (+0,95%)
     
  • DOW JONES

    34.258,32
    +338,48 (+1,00%)
     
  • FTSE

    7.083,37
    +102,39 (+1,47%)
     
  • HANG SENG

    24.614,14
    +392,60 (+1,62%)
     
  • NIKKEI

    29.639,40
    -200,31 (-0,67%)
     
  • NASDAQ

    15.214,25
    +50,75 (+0,33%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2072
    -0,0016 (-0,03%)
     

Coronel bolsonarista que preside a Ceagesp tenta expulsar sindicato, que fala em retaliação

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ex-comandante da Rota e atual diretor-presidente da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), o bolsonarista Ricardo Nascimento de Mello Araújo enviou carta solicitando que o sindicato dos trabalhadores de centrais de alimentos de São Paulo deixem a sua sede em 15 dias.

Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, o coronel da reserva nomeado por Bolsonaro tem convocado militares “veteranos” para os protestos do dia 7 de setembro na Av. Paulista em apoio ao presidente.

A sede do Sindbast (Sindicato dos Empregados em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo) aluga o espaço de 250 metros quadrados na Ceagesp desde 1986.

A direção do sindicato diz que a expulsão é uma retaliação por ter denunciado Mello aos Ministérios Públicos Estadual, Federal e do Trabalho por práticas antissindicais e de perseguição aos trabalhadores.

As denúncias do Sindbast afirmam que os trabalhadores da Ceagesp têm sido coagidos por policiais da ativa e da reserva que foram nomeados para trabalhar na companhia por Mello ou que são amigos dele. As representações enviadas aos ministérios públicos listam episódios do tipo.

O presidente do Sindbast, Enilson Simões de Moura, o Alemão, por exemplo, diz já ter sido ameaçado de morte por policiais na Ceagesp. Ele registrou boletim de ocorrência. Em outra ocasião, três funcionários teriam sido coagidos a pedir demissão enquanto um dos aliados de Mello Araújo ameaçava expô-los como ladrões em um programa de televisão, segundo a representação.

“É um sindicato que tem muita ação. Ele quer expulsar o sindicato em 15 dias, ofereceu um mocozinho de 50 metros em que não cabem nem os livros do sindicato. Está fazendo isso por perseguição e vingança contra o sindicato, que agiu em defesa dos trabalhadores”, afirma Alemão.

“Não vamos sair. Vai ter problema. Não vamos desocupar a sede. Estamos aqui há 30 anos. Não é um fascistinha qualquer que vai chegar e tirar a gente daqui”, completa.

“É uma linha ditatorial, uma forma que resgata os piores momentos do Brasil e do movimento sindical. Outro dia o deputado Vicentinho (PT-SP) visitou a Ceagesp e eles colocaram uma fita para proibir a entrada dele no sindicato.Tem a intenção de intimidar e tirar os poderes dos trabalhadores do maior entreposto da América Latina”, afirma Ricardo Patah, presidente da UGT, central sindical à qual o Sindbast está vinculado.

Em nota, o Fórum das Centrais Sindicais repudiou o que chamaram de perseguição coronel Mello aos trabalhadores da Ceagesp e pediu “apoio de todas as entidades para que possamos manter nossas lutas em defesa dos trabalhadores e seus direitos, bem como pela democracia e cidadania.”

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos