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Coronavírus: quais medidas a empresa deve tomar para proteger os funcionários

Foto: Getty Images

Por Melissa Santos

Na última semana, a OMS (Organização Mundial de Saúde) decretou a pandemia do novo coronavírus. O Brasil, com mais de 200 casos registrados e 1,9 mil suspeitos, já começa a tomar medidas para evitar números maiores. Com esse cenário, muitas empresas têm adotado medidas especiais nos escritórios e fábricas. 

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Mantenha a calma

De acordo com Rodrigo Vianna, CEO da empresa de recrutamento e gerenciamento de pessoas Mappit, a maioria dos trabalhadores está preocupado com a pandemia e, consequentemente, como a empresa trata a questão. “As empresas estão trabalhando na prevenção. Então, não é necessário mudar completamente as rotinas. Mas as que puderem se adequar, podem implementar home office e outras medidas, como diminuir as reuniões presenciais, restringir viagens e incentivar a higiene adequada”, explica. 

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Segundo Renato Grinbaum, infectologista e consultor daSociedade Brasileira de Infectologia (SBI), não há motivo para pânico por conta da epidemia de Covid-19, pois ele se comporta como qualquer outro vírus respiratório. “Há alguns pacientes que podem ter complicações, mas a grande maioria terá infecções leves”, afirma. 

Prevenção é o melhor remédio

O infectologista explica que para contribuir com a prevenção é importante reforçar os cuidados individuais que já deveriam estar no nosso dia a dia, como a higienização das mãos. “Não é necessário comprar máscaras, mas aprender a lavar as mãos adequadamente e utilizar o álcool gel”, explica. 

O CEO da Mappit relata que há empresas no mercado subsidiando o álcool gel até para colaboradores que não ficam alocados em mesas.

Foto: Getty Images

O consultor da SBI também recomenda deixar o ambiente do escritório o mais arejado possível, para dificultar a transmissão do vírus. Ele lembra para seguir as orientações oficiais do Ministério da Saúde e da OMS.

“Em paralelo, a empresa pode fazer benchmarking com outras e acompanhar a situação de companhias em lugares próximos e como elas estão agindo. Esse tipo de troca é muito importante”, afirma Vianna. 

Home office é a melhor saída? 

No último domingo (15), o governador de São Paulo, Joao Doria, anunciou o fechamento de equipamentos culturais e de esporte por 30 dias e a OMS se manifestou pedindo ações mais severas e um possível isolamento no Estado, que é o que mais registra casos da infecção no país. 

Na opinião de Grinbaum, orientações para evitar sair de casa, fechamento de escolas e a implementação do home office são medidas que existem para que a transmissão do vírus seja mais lenta, evitando a sobrecarga no sistema de saúde.

Especialistas sugerem o home office para todos que puderem aderir ao regime (Foto: Getty Images)

“Se a empresa consegue colocar os colaboradores nesse regime de trabalho de caso e tornar o negócio viável, é mais sensato seguir dessa maneira. No fim, não há certo ou errado”, fala. 

O que diz a lei?

De acordo com as advogadas trabalhistas Juliana Amarante e Camilla Cruz, do escritório Souza, Mello e Torres, a Lei 13.979 de 06/02/2020 estabelece algumas medidas para o enfrentamento de situações a do coronavírus. 

“Quando o colaborador não pode fazer home office, a empresa pode implementar um rodízio de jornada, conceder férias coletivas, decretar recesso (licença remunerada) e/ou a utilização de saldo de banco de horas”, afirmam. 

As empresas que não podem parar devem ficar atenta a eventuais casos de exposição/contato com pessoas infectadas. “Nesse caso, o empregado deve ser afastado de suas funções, sem prejuízo do seu salário. E os demais que tiverem tido contato com a pessoa também devem ser monitorados”, explica Daniela Yuassa, advogada trabalhista do Stocche Forbes Advogados.

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