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OMS batiza doença causada pelo novo coronavírus: COVID-19

Nome foi escolhido por não se relacionar com nenhuma localização geográfica, animal, indivíduo ou grupo de pessoas. (Foto: Anthony Wallace/AFP via Getty Images)

A OMS (Organização Mundial de Saúde) anunciou nesta terça-feira o nome da doença provocada pelo novo Coronavírus: COVID-19.

“De acordo com as normas acertadas entre a OMS, a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), nós achamos um nome que não se relaciona com nenhuma localização geográfica, animal, indivíduo ou grupo de pessoas, e que também é pronunciável e relacionado com a doença”, afirmou o diretor da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesu, durante coletiva para falar sobre a epidemia.

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“Ter um nome importa para evitar o uso de outros nomes que sejam imprecisos ou estigmatizantes. Também dá um formato padrão para usar para o caso de futuros outros surtos de coronavírus”, disse.

De acordo com a OMS, foram confirmados 42.708 casos do COVID-19, ou seja, do novo Coronavírus, na China. Pelo menos 1.017 pessoas morreram. No exterior, foram 393 casos em 24 países e uma morte.

VACINA

Um grupo de pesquisadores do Imperial College de Londres é um dos primeiros a realizar testes em camundongos de uma vacina contra o novo Coronavírus, na esperança de tê-la disponível até o final do ano - informou um deles à AFP.

No último balanço divulgado, a Comissão Nacional de Saúde da China informou que mais 108 pessoas morreram pelo novo coronavírus nessa segunda-feira (10), elevando o número de mortes no país para 1.016.

Alguns casos de morte atribuídos ao vírus foram registrados fora de Hubei, a província mais afetada, incluindo as cidades de Pequim e Tianjin. Foi a primeira vez que o número de mortes ultrapassou 100 em um único dia. Autoridades sanitárias chinesas também disseram que 2.478 pessoas foram confirmadas com a infecção, aumentando o total de pacientes no país para 42.638.

"Acabamos de injetar a vacina que geramos a partir de bactérias em camundongos e esperamos, nas próximas semanas, determinar a reação nesses camundongos, no sangue, sua resposta em termos de anticorpos contra o coronavírus", explicou Paul McKay.

A equipe do Imperial College também espera ser a primeira a realizar ensaios clínicos em humanos e obter uma vacina eficaz. Para fazer isso, esses pesquisadores confiam em estudos anteriores sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), iniciada há duas décadas.

"Esperamos ser os primeiros a conduzir testes clínicos em humanos dessa vacina em particular", disse McKay.

"Quando a primeira fase dos testes for concluída, o que pode levar vários meses, poderemos testar imediatamente a eficácia da vacina em pessoas, o que também levará alguns meses. Talvez até o final do ano haja uma vacina viável para humanos", acrescentou.

Pesquisadores de todo mundo empreenderam uma corrida para encontrar uma vacina contra esse vírus. Em geral, este trabalhoso processo leva vários anos, pois deve ser demonstrado que a vacina é segura e eficaz antes de ser produzida em massa.

É uma "corrida colaborativa", acrescenta McKay, garantindo que há uma "troca de informações".

"Assim que sequenciaram o genoma, os chineses o compartilharam livremente com todos, de modo que o lado competitivo provavelmente não existe. Eu diria que é uma corrida colaborativa", insistiu o pesquisador.

NOVAS MEDIDAS

Nesta terça-feira (11), o Comitê do Partido Comunista em Hubei anunciou que as duas principais autoridades sanitárias da província haviam sido demitidas.

Nenhum motivo foi dado, mas acredita-se que elas tenham sido responsabilizadas pela propagação do vírus.

Já autoridades municipais de Wuhan, na província de Hubei, disseram ter proibido que pessoas com febre busquem tratamento em instituições médicas fora dos distritos em que vivem.

A infecção foi confirmada em mais de 1,5 mil pessoas em Wuhan, somente nessa segunda-feira. A cidade trabalha para prevenir o alastramento do vírus por meio da restrição de circulação de pessoas.