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Coronavírus: OMS alerta que surto se aproxima de virar pandemia

Soldados sul coreanos, com trajes de proteção, espalham desinfetantes para conter a propagação do novo Coronavírus, em Seul, na Coreia do Sul. (Foto: AP Foto/Lee Jin-man)

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, manifestou preocupação com o aumento do número de casos de infecção pelo novo coronavírus nos países com precários sistemas de saúde.

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Em entrevista nessa quinta-feira (6) em Genebra, Tedros alertou que a atual situação "poderá se transformar em pandemia". O diretor-geral pediu às nações que adotem "abordagem abrangente" e não desistam nos esforços, uma vez que há países que têm mostrado que o vírus "pode ser contido".

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O diretor executivo do Programa de Emergências da Saúde da OMS, Michael Ryan, que também participou da coletiva, fez comentários sobre a Coreia do Norte. Até o momento, o país não registrou nenhum caso de infecção por coronavírus, apesar de fazer fronteira com a China e a Coreia do Sul, duas nações com grande número de casos.

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Ryan disse que a Coreia do Norte apresenta riscos, uma vez que se encontra "bem no centro da zona epidêmica da região". Acrescentou que a OMS está pronta para despachar imediatamente especialistas, se a organização receber relato de algum caso naquela nação.

CASOS DISPARAM NA COREIA DO SUL

As autoridades de saúde da Coreia do Sul anunciaram, nesta sexta-feira (6), 518 novos casos de contágio pelo novo coronavírus, elevando para 6.284 o total de infectados no país, onde já morreram 42 pessoas vítimas da doença Covid-19.

Os números da Coreia do Sul - divulgados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças Contagiosas - abrangem todos os casos desde quarta-feira até esta sexta-feira. Durante este período houve cinco mortes.

A cidade de Daegu, a 230 quilómetros a sudeste de Seul, e a província vizinha de Gyeongsang do Norte, centros do surto no país, anotaram a grande maioria dos novos casos: 490 dos 518.

Esta região tem mais de 90% (5.700) de todas as infecções que ocorreram na Coreia do Sul, desde que o vírus foi detectado no país, em 20 de janeiro. A região contabiliza ainda 40 pessoas mortas.

A Coreia do Sul é o segundo país com mais casos de Covid-19 no mundo depois da China, e é também o  que registra mais novos casos da doença todos os dias.

As autoridades sul-coreanas analisaram 158.456 pessoas, numa campanha com mais de 15 mil testes diários nos últimos dias. Mais de 21.000 pessoas continuam em quarentena.

O surto de Covid-19, que pode causar infecções respiratórias como pneumonia, provocou mais de 3.450 mortos e infetou mais de 97 mil pessoas em 85 países, incluindo nove em Portugal.

Até hoje, a China continental, que exclui Macau e Hong Kong, somava 3.042 mortes e 80.552 casos de infecção, mais de 80% do conjunto global em todo o mundo, apesar dos surtos recentes na Itália, Irã, Coreia do Sul e Japão.

A China informou que mais de 53.700 pessoas receberam alta no país desde o início do surto.
Além dos 3.042 mortos na China continental, há registro de mortos no Irã, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos,
Filipinas, Espanha, Reino Unido e Iraque.

1º CASO NO BUTÃO

O isolado reino do Butão, no Himalaia, anunciou hoje o primeiro caso confirmado do novo coronavírus. A vítima é um cidadão norte-americano. O país proibiu a entrada de turistas durante duas semanas.

O homem, de 76 anos, chegou ao Butão em 2 de março, proveniente da Índia. Na quinta-feira, foi internado num hospital, tendo as análises mostrado que era portador do novo coronavírus, anunciou do primeiro-ministro do Butão, Lotay Tshering.

O paciente, que não foi identificado, deixou Washington em 18 de fevereiro e viajou para a Índia, onde esteve entre 21 de fevereiro e 1 de março.

As autoridades de saúde do Butão identificaram de 90 pessoas que estiveram em contato com o paciente. Algumas foram colocadas em quarentena, embora nenhuma apresente sintomas como febre e tosse.

da Agência Brasil