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Coronavírus: Em Israel, brasileiro elogia governo local: “exemplar”

Isralel já registra 705 casos de coronavírus (AP Photo/Oded Balilty)

Em Israel, os cidadãos só podem sair na rua em caso de real necessidade, como comprar comida, ir a farmácia e buscar serviços médicos. Idosos e pessoas do grupo de risco devem evitar ir às ruas mesmo para esses fins. O brasileiro Gabriel J., que vive no país, acha que o governo está agindo de forma exemplar em relação ao novo coronavírus.

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“Não se trata mais de uma recomendação, mas de uma exigência que vai ser fiscalizada e penalizada”, explica. A cada semana o governo atualiza as leis conforme a situação do país. Em Israel, são 705 casos confirmados de infectados pelo COVID-19.  

O brasileiro, que vive na cidade de Rohovot, ao sul de Tel Aviv, gostaria que as medidas restritivas tivessem sido tomadas duas semanas antes. “Estou evitando ao máximo sair e só saio de luvas e carro para comprar mantimentos”, conta. Como muitas pessoas, ele segue trabalhando, mas de forma remota.

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Muitos israelenses estão estocando alimentos e itens de necessidade básica, mas Gabriel relata que os mercados estão abastecidos. “Limitam muito o número de pessoas dentro, são poucos por vez que pode entrar. Também começaram a operar 24 horas para atender a população – aqui, isso nunca existiu”, descreve.

Gabriel vive com a esposa e a filha do casal, de 11 meses. Segundo descreve, eles se sentem ansiosos e preocupados, mas não tem medo, porque as atitudes do governo passam segurança.

Por outro lado, Gabriel sente medo pela família, que vive no Brasil. “Temos parentes idosos e com baixa imunidade, e estamos vendo o governo seguir apático. Meu medo é que seja como na Itália.” A falta de estrutura em hospitais brasileiros também gera preocupações.

PLANOS CANCELADOS

Em um mês, a filha do casal completará um ano. A ideia era que pais e tios do casal fossem para Israel comemorar junto. “Todos os voos cancelados e Israel fechou as fronteiras. Infelizmente teremos uma comemoração bem simples e pequena, mas a saúde de todos é o mais importante”, afirma.

OPINIÕES DIVIDIDAS

No período de um ano, Israel passou por três eleições – nas duas primeiras tentativas, ninguém conseguiu formar o governo, que tem como sistema o parlamentarismo de coalizão. Nesta terceira tentativa, foi dada a Benny Gantz, opositor do atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a chance de tentar formar o parlamento.

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Para os críticos do governo, a crise do coronavírus aconteceu em “perfeita hora” para Netanyahu. As decisões da Knesset, parlamento israelense, tem sido adiatas. Netanyahu, que deveria ser julgado nos próximos dias, também não passará pelos tribunais tão cedo.

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, afirmou que teme pela democracia do país. O professor e escritor Yuval Harari também se manifestou contra o atual primeiro-ministro e o chamou de “ditador do coronavírus”. O jornal israelense Haaretz publicou um editorial em que criticava o mandatário.