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Coronavírus é "marketing do governo", diz organizadora de festa de luxo em iates

Colaboradores Yahoo Notícias
·2 minutos de leitura
Festa em iates na última quinta-feira (17), no Guarujá (SP)
Festa em iates na última quinta-feira (17), no Guarujá (SP)

A comemoração com iates no Guarujá (litoral de São Paulo), desrespeitando medidas de prevenção ao novo coronavírus, não preocupa a organizadora da festa. Para a produtora de eventos Aline Ricci, a pandemia é uma “invenção” e “marketing do governo”.

“A questão das mortes é política. Tudo o que está acontecendo, para mim, é marketing do governo. Se fosse algo tão sério, tão avassalador, vários artistas teriam morrido. Isso é um exagero”, argumentou a profissional, que celebrou seu aniversário na festa com embarcações.

Em entrevista ao portal G1, ela discordou da repercussão negativa da comemoração. “Abrir cinema no Rio de Janeiro é normal. O metrô lotado é normal. As praias da Baixada Santista ficam lotadas e ninguém fala nada. Isso é muito hipócrita. Só porque as pessoas de classe média alta estavam se divertindo”.

A festa, realizada na última quinta-feira (17), reuniu aproximadamente 350 convidados, logo após a Baixada Santista registrar aumento de casos e mortes por Covid-19. Eles desrespeitaram o uso obrigatório de máscaras de proteção e o distanciamento social. Além de lanchas, iates e motos aquáticas, ao menos duas escunas foram vistas na festa, com dezenas de pessoas em cada uma delas.

“A minha parte eu fiz. No meu barco, cabiam 28 pessoas e tinha apenas 12. No dia, todo mundo queria se reunir para ir junto de São Paulo até Guarujá, mas eu falei para cada um ir sozinho, tanto que fui de helicóptero. Sobre as máscaras, quando estamos comendo e bebendo em bares e restaurantes não precisamos usar. Então, como estávamos em pessoas que tem convívio, não usamos”, justificou Aline Ricci.

A promotora de eventos reforçou que não teve nenhuma maldade ao marcar sua festa de aniversário por se tratar de um lugar aberto que, segundo ela, não prejudicaria ninguém na cidade: “Não fiz em uma balada fechada, cheia de gente. Iríamos só chegar com nossos barcos e ficar lá. Acham que eu fui a responsável, mas cada um é responsável pelos seus atos. A minha parte eu fiz. Tive uma ideia, que acabou saindo do controle”.

Segundo a diretora da Força-Tarefa e Contenção de Invasões de Guarujá, Ana Valeria de Amorim da Silva, ao menos sete decretos municipais que foram desrespeitados no local. Assim que a fiscalização recebeu o chamado e chegou ao local para atender à ocorrência, encontrou uma enorme desordem na faixa de areia da praia da Enseada. Na cidade de Guarujá, a permanência na orla só é permitida para práticas esportivas individuais, como caminhada.

O evento foi organizado e divulgado sem autorização da prefeitura, ferindo novamente a legislação municipal. Os organizadores da festa ainda estão sendo procurados para prestar esclarecimentos e serem autuados pela infração, podendo responder por desordem pública.