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Coronavírus: Crise entre Bolsonaro e Mandetta vai virar filme

Colaboradores Yahoo Notícias
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Wearing masks, Brazil's Health Minister Luiz Henrique Mandetta, right, applies alcohol gel on hands of President Jair Bolsonaro's hands during a press conference on the new coronavirus, at the Planalto Presidential Palace in Brasilia, Brazil, Wednesday, March 18, 2019. For most people COVID-19 causes mild or moderate symptoms. For others, especially the elderly and people with existing health problems, it can cause many other serious illnesses, including pneumonia. (AP Photo/Andre Borges)
Wearing masks, Brazil's Health Minister Luiz Henrique Mandetta, right, applies alcohol gel on hands of President Jair Bolsonaro's hands during a press conference on the new coronavirus, at the Planalto Presidential Palace in Brasilia, Brazil, Wednesday, March 18, 2019. For most people COVID-19 causes mild or moderate symptoms. For others, especially the elderly and people with existing health problems, it can cause many other serious illnesses, including pneumonia. (AP Photo/Andre Borges)

O livro Guerra à Saúde, com bastidores da crise durante a pandemia de coronavírus, vai virar filme. A publicação, escrita por Ugo Braga, ex-diretor de comunicação do Ministério da Saúde, detalha a relação conflituosa entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.

Segundo o jornal O Globo, os direitos para a produção audiovisual de Guerra à Saúde — Como o Palácio do Planalto transformou o Ministério da Saúde em inimigo público número 1 no meio da maior pandemia do século XXI (Editora Leya) foram comprados pelo cineasta Luís Eduardo Belmonte, o mesmo de Alemão, O Hipnotizador (HBO) e Carcereiros (Globo).

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Entre as histórias contadas por Ugo Braga no livro, está o desabafo de Mandetta na véspera de sua demissão. O ex-assessor relata que o então ministro disse ter vontade de atirar contra os filhos de Bolsonaro.

“O presidente é bom, é bem-intencionado. O problema são aqueles filhos dele, que ficam o dia inteiro xingando nas redes sociais. Sorte que eu não mexo com essas coisas”, teria dito Mandetta em 15 de abril deste ano, um dia antes de ser exonerado. “Minha vontade é pegar um trezoitão e cravar neles. Pelo menos passava a minha raiva.”

Procurado pelo jornal Folha de S.Paulo, o ex-ministro disse não se lembrar dos fatos narrados e afirmou que, em meio à epidemia, os filhos do presidente não faziam parte de suas principais preocupações.

Em outro trecho do livro, que será lançado em novembro, Ugo Braga relata o apoio da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, logo após a exoneração do ministro. “Eu estou ligando para dizer que meu coração está triste pela sua saída, viu?”, teria dito a Mandetta.

O ex-assessor ainda revela um plano do governo sugerido durante reunião entre assessores de Mandetta e representantes do Planalto, em 2 de abril: transferir idosos das favelas do Rio de Janeiro para hotéis sem o aval do Ministério da Saúde. “Eles querem isolar o idoso e botar os jovens para trabalhar, para se infectarem”, disse um dos presentes.