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CoronaVac é menos eficaz contra a variante Gama, aponta pesquisa brasileira

·2 minuto de leitura
CoronaVac é menos eficaz contra a variante Gama, aponta pesquisa brasileira
CoronaVac é menos eficaz contra a variante Gama, aponta pesquisa brasileira

Divulgado nesta sexta-feira (9), um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Campinas apontou que o imunizante contra Covid-19 CoronaVac é menos eficaz no combate à variante Gama — também conhecida como P.1 —, detectada pela primeira vez no Estado de Manaus, no Brasil.

Para a realização dos testes, os pesquisadores expuseram a variante Gama e uma cepa anterior do vírus a anticorpos no plasma sanguíneo de 53 pessoas vacinadas com a CoronaVac e 21 indivíduos que haviam sido previamente infectados.

Entre os vacinados, 18 tinham recebido apenas a primeira dose, 20 indivíduos haviam recebido a segunda dose recentemente e outras 15 pessoas foram imunizadas como parte do ensaio clínico da Sinovac (farmacêutica responsável pela vacina chinesa), em agosto do ano passado.

Resultados

Após os testes, os pesquisadores descobriram que a Gama conseguiu “escapar” dos anticorpos de quase todos os participantes que receberam apenas uma dose ou que haviam sido imunizados em 2020.

Os anticorpos das pessoas que receberam recentemente uma segunda dose mostraram-se eficazes contra a variante, mas em proporções bem mais baixas em comparação com as cepas anteriores do vírus.

<em>Variante Gama conseguiu “driblar” anticorpos da maioria dos participantes. Foto: 3dartistav/Shutterstock</em>
Variante Gama conseguiu “driblar” anticorpos da maioria dos participantes. Foto: 3dartistav/Shutterstock

O estudo, publicado no The Lancet Microbe, apontou ainda que o volume de anticorpos produzidos por indivíduos já infectados teria que ser nove vezes maior para prevenir infecções pela Gama em comparação com o combate contra a doença da cepa anterior.

Ou seja, o risco de reinfecção entre imunizados e os já infectados anteriormente é mais do que real. “O vírus [gama] pode potencialmente circular em indivíduos vacinados — mesmo em áreas com altas taxas de vacinação”, afirmaram os autores do estudo.

Leia mais:

Segunda dose é importante

As análises reforçam a importância da segunda dose das vacinas para fortalecer o combate contra a Covid-19. Aliás, na última quinta-feira (8), outro estudo de fase 3 da CoronaVac, desenvolvido na Turquia, apontou que duas doses do imunizante podem garantir uma eficácia de 83,5% contra infecções sintomáticas.

O estudo, que envolveu cerca de 10 mil voluntários, apontou ainda que duas doses do imunizante da SinoVac demonstraram 100% de eficácia contra hospitalizações.

No entanto, mais testes serão necessários, já que a amostra limitou-se a participantes com menos de 60 anos e com baixo risco.

Tanto o estudo da Universidade de Campinas quanto o da Turquia serão apresentados no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas deste ano.

Fonte: Medical Xpress

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