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CoronaVac é eficaz contra variante de Manaus, aponta estudo com 67 mil pessoas

Fidel Forato
·3 minuto de leitura

Com a descoberta de novas mutações e variantes do coronavírus SARS-CoV-2, pairam dúvidas sobre a eficácia das vacinas em uso contra as variações do vírus da COVID-19. Nesta quarta-feira (7), o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou que a CoronaVac é eficaz, sim, contra a variante de Manaus (P.1), a partir de um estudo, em andamento, que envolve cerca de 67 mil profissionais de saúde.

“As pesquisas de campo estão comprovando a eficiência da vacina [CoronaVac], assim como foi determinada a eficácia pelos estudos clínicos. Elas corroboram o que já se sabia com os resultados iniciais do estudo clínico de fase 3”, afirmou Dimas, durante coletiva de imprensa, nesta manhã. Isso porque novos estudos também validam a eficácia e segurança do imunizante, obtidos no período de testes, na prática.

Vacina CoronaVac é eficaz contra a variante de Manaus do vírus da COVID-19 (Imagem: Reprodução/Photocreo/Envato)
Vacina CoronaVac é eficaz contra a variante de Manaus do vírus da COVID-19 (Imagem: Reprodução/Photocreo/Envato)

CoronaVac eficaz contra a variante de Manaus do coronavírus?

Quanto a eficácia da CoronaVac contra a variante de Manaus, o estudo é realizado pelo grupo Vebra COVID-19 e reúne pesquisadores de instituições nacionais e internacionais, como a Secretaria de Saúde do Amazonas e de São Paulo e as secretarias municipais de Saúde de Manaus e São Paulo, apoiados pela Organização Panamericana de Saúde.

Em andamento, o estudo avalia o impacto do imunizante do Butantan em mais de 67 mil profissionais da saúde de Manaus, onde a cepa do agente infeccioso já é predominante. Até o momento, a análise demonstrou que a vacina tem uma taxa de 50% de eficácia contra a variante P.1 para casos sintomáticos da doença, após 14 dias da aplicação da primeira dose.

“Se após a primeira dose a eficácia é 50%, espera-se que após a segunda dose esse percentual suba substancialmente”, especulou Dimas. Agora, é necessário aguardar mais tempo para uma avaliação completa do caráter protetor do imunizante. No entanto, mais detalhes sobre o estudo ainda devem ser apresentados e o artigo científico com os resultados completos deve ser publicado até o próximo sábado.

Na ocasião, o presidente do Butantan também comentou sobre um estudo desenvolvido no Chile — país onde a CoronaVac também está sendo aplicada na população, como o Brasil e a China —, onde os pesquisadores concluíram que, a partir do uso do imunizante em idosos, foi verificado redução nos números de internação e de óbitos em pessoas com mais de 70 anos.

Mais uma vacina do Butantan: a ButanVac

Outra vacina contra a COVID-19, a ButanVac pode chegar aos brasileiros até o final do ano (Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo)
Outra vacina contra a COVID-19, a ButanVac pode chegar aos brasileiros até o final do ano (Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo)

Aproveitando a ocasião, Covas também trouxe atualizações sobre a potencial vacina ButanVac, desenvolvida pelo Instituto a partir de uma tecnologia do hospital Mount Sinai, de Nova Iorque. No momento, os testes em humanos da nova fórmula aguardam a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo o presidente do Butantan, o Instituto está próximo de apresentar o protocolo de estudo clínico à Anvisa, o que deve acontecer até o final desta semana. “Do ponto de vista prático, já estamos organizando o estudo clínico, que será feito em tempo recorde no Brasil. Isso nos permite ter uma perspectiva de submeter todos os documentos de resultados do estudo clínico até o meio do ano”, afirmou Dimas. Se o processo acontecer conforme o previsto, existe uma “possibilidade real de termos uma nova vacina no segundo semestre deste ano”, completou.

Fonte: Canaltech

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