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A CoronaVac é eficaz contra as novas variantes do coronavírus?

Nathan Vieira
·2 minuto de leitura

Dentre as vacinas que estão sendo aplicadas no Brasil, está a CoronaVac, desenvolvida pela biofarmacêutica Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. No entanto, desde o fim do ano passado, as variações do coronavírus têm preocupado os especialistas, como as variantes da África do Sul (batizada de 501.V2) e de Manaus (P.1), que possuem a mutação E484K. Seria a CoronaVac capaz de lidar com essas variações? Alguns virologistas e microbiologistas acreditam que sua eficácia será a menos afetada por variantes.

Segundo os especialistas, que foram entrevistados pela BBC News Brasil, isso se deve ao material genético que o imunizante utiliza. Acontece que a CoronaVac contém o vírus SARS-CoV-2 inativado, enquanto as demais vacinas injetam genes da proteína espicular do coronavírus, que age como ponto de ligação com as células humanas.

A mutação E484K ocorre exatamente nessa proteína (no ponto de ligação entre o vírus e a célula). Esse é o local onde os chamados anticorpos neutralizantes, que são produzidos pelo sistema imune, se encaixam para impedir a entrada do vírus na célula. Tendo isso em mente, vamos aos fatos: as vacinas que focam na proteína da coroa do vírus apostam na produção desse tipo de anticorpo. Estamos falando de Oxford-AstraZeneca, Moderna, Pfizer e Novavax. O grande problema é que as variantes de Manaus e África do Sul parecem ser capazes de contornar a ação de anticorpos neutralizantes.

A CoronaVac contém o vírus inteiro inativado da Sars-CoV-2, enquanto as demais vacinas injetam no organismo genes da spike do coronavírus (Imagem: Artem Podrez / Pexels)
A CoronaVac contém o vírus inteiro inativado da Sars-CoV-2, enquanto as demais vacinas injetam no organismo genes da spike do coronavírus (Imagem: Artem Podrez / Pexels)

Mas segundo esses especialistas, o caso da CoronaVac é diferente, visto que ela aposta no vírus inteiro inativado, não apenas no gene da proteína espicular (também chamada de spike). Então várias células do sistema imune são ativadas e são produzidos vários outros anticorpos, não só os neutralizantes.

O virologista Julian Tang, professor da Universidade de Leicester, no Reino Unido, estima que o percentual global de eficácia da CoronaVac (50,38%) pode ser menos afetado pelas variantes de Manaus e África do Sul. Por ter escolhido utilizar o vírus inteiro (inativado) na vacina, a vacina pode obter vantagem no combate a variantes com a mutação E484K. Segundo o virologista, ao injetar o vírus inteiro inativado, a CoronaVac induz anticorpos que interagem com todas as outras 20 a 30 proteínas que o compõem. O especialista ressalta que, embora esses anticorpos não neutralizem o vírus, eles reduzem o grau de infecção e a transmissão.

A BBC ainda menciona que, segundo as pesquisas realizadas no momento, as vacinas continuam apresentando eficácia contra casos graves, pois os anticorpos e linfócitos ajudam a reduzir a concentração e multiplicação do vírus no organismo, garantindo quadros menos graves da doença.

Fonte: Canaltech

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