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Coronavírus: Recuperação do varejo de viagens pode demorar até 4 meses, diz UBS

Cibelle Bouças

Os analistas usaram como referência a epidemia de SARS, que também provocou quedas acentuadas no consumo A recuperação completa do varejo de viagens na região Ásia Pacífico, após o surto de coronavírus ser contido, pode levar de três a quatro meses, de acordo com estimativa dos analistas do UBS.

Os analistas usaram como referência a epidemia de SARS, que também provocou quedas acentuadas no consumo. O varejo de viagem foi prejudicado por oito a nove meses, do início da epidemia até a volta à normalidade das vendas.

Globalmente, a China responde por 13% do tráfego de companhias aéreas no mundo, ante 4% durante a crise de SARS, em 2003. Em 2018, 45% do tráfego aéreo na China eram de passageiros vindos do exterior, sendo que 11,3% eram turistas do Sudeste Asiático, 10,5%, europeus, 9,6%, da América do Norte, e o restante era de outros continentes.

De acordo com o relatório do UBS, no varejo de viagens da região Ásia Pacífico, os consumidores chineses respondem por 75% das vendas, com um gasto médio de US$ 300 por compra, ante US$ 50 por compra no caso de viajantes americanos e europeus.

Entre as marcas mais representativas envolvidas no varejo de turismo, e que operam negócios na Ásia, estão LVMH, que representa 17% das vendas totais do varejo; Pernod Ricard (14%), Remy Cointreau (11%), Campari (7%) e Diageo (6%).

De acordo com o UBS, Brown-Forman, Diageo, Pernod Ricard e Remy Cointreau são as empresas mais expostas à crise do coronavírus na China, sendo que a Pernod Ricard tem a maior exposição à China (9% das vendas).