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Coronavírus pode ter surgido em fazendas de animais selvagens na China, diz OMS

Natalie Rosa
·2 minuto de leitura

Em janeiro deste ano, pesquisadores da OMS (Organização Mundial de Saúde) desembarcaram na cidade de Wuhan, na China, para tentar descobrir o que deu origem ao coronavírus. Agora, um dos membros da equipe diz que as fazendas de animais selvagens localizadas na região sul do país são a fonte mais provável de ter originado o SARS-CoV-2.

Essas fazendas chegaram a ser fechadas pelo governo chinês ainda em fevereiro do ano passado, mas receberam a visita dos cientistas da OMS neste ano. Foi durante essa viagem, então, que os pesquisadores encontraram evidências de que os animais criados lá eram fornecidos para os vendedores do mercado de frutos do mar de Wuhan, primeiro lugar que foi ligado aos casos de COVID-19.

Peter Daszak, um dos membros da equipe da OMS e ecologista especializado em doenças, conta que as fazendas de vida selvagem existem há 20 anos. "Eles capturam animais exóticos, como civeta, porco-espinho, pangolim, cão-guaxinin, rato de bambu, e os criam em cativeiro", explica o cientista. "A China promoveu a criação de animais selvagens como uma maneira de aliviar da pobreza as populações rurais", complementa.

<em>Imagem: Reprodução/Simon Berstecher/Pixabay</em>
Imagem: Reprodução/Simon Berstecher/Pixabay

Daszak conta também que, em 2016, as fazendas empregaram 14 milhões de pessoas, gerando uma indústria de US$ 70 bilhões, e no início dos surtos do coronavírus elas foram fechadas. Funcionários foram instruídos a se livrar dos animais, os matando, queimando e enterrando, para evitar a propagação de doenças. O cientista acredita que o coronavírus foi passado de um morcego para algum animal e, depois, para os humanos.

O pesquisador conta também que muitas dessas fazendas de vida selvagem estão localizadas ao redor de uma província do sul da China, em Yunnan, onde foi encontrado um vírus de morcego que é cerca de 96% parecido com o SARS-CoV-2. Além disso, essas fazendas já são conhecidas por transportar outros tipos de coronavírus, como os civetas e pangolins.

<em>Mercado de peixes da China (Imagem: Reprodução/EFE)</em>
Mercado de peixes da China (Imagem: Reprodução/EFE)

Durante a visita, a OMS descobriu ainda que havia uma transmissão massiva do vírus dentro do mercado de Wuhan, segundo o virologista especializado em vírus de morcego, Linfa Wang, que também é membro da equipe de pesquisa da OMS. "Na seção de animais vivos, eles encontraram muitas amostras positivas. Eles ainda têm duas amostras que podem isolar vírus vivos", conta.

A Organização Mundial de Saúde deve divulgar as novas descobertas nas próximas duas semanas. Segundo Daszak, o próximo passo será descobrir, exatamente, quais foram os animais selvagens que carregavam o vírus e em qual fazenda eles estavam.

Fonte: Canaltech

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