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Coronavírus pode persistir em órgãos por meses, diz estudo

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- O coronavírus que causa a Covid-19 pode se espalhar em poucos dias das vias aéreas para o coração, cérebro e quase todos os sistemas orgânicos, onde pode permanecer por meses, segundo um estudo.

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No que descrevem como a análise mais abrangente até o momento sobre a distribuição e persistência do vírus SARS-CoV-2 no corpo e no cérebro, cientistas do Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos disseram que o patógeno é capaz de se replicar em células humanas muito além do trato respiratório.

Os resultados, divulgados online no sábado em manuscrito sob revisão para publicação na revista Nature, apontam a demora da eliminação do vírus como possível fator para os sintomas persistentes que afetam pessoas com a chamada Covid longa. Compreender os mecanismos pelos quais o vírus persiste, juntamente com a resposta do organismo a qualquer reservatório viral, poderia ajudar a melhorar o atendimento às pessoas atingidas, disseram os autores.

“Este é um trabalho extremamente importante”, disse Ziyad Al-Aly, diretor do centro de epidemiologia clínica do Veterans Affairs St. Louis Health Care System em Missouri, que também conduziu outros estudos sobre os efeitos a longo prazo da Covid-19. “Há muito tempo nos perguntamos por que a Covid longa parece afetar tantos sistemas orgânicos. Este artigo lança certa luz e pode ajudar a explicar por que a Covid longa pode ocorrer mesmo em pessoas que tiveram casos leves ou agudos assintomáticos.”

As descobertas e as técnicas ainda não foram revisadas por cientistas independentes e estão baseadas em dados coletados de casos fatais de Covid, não de pacientes com Covid longa ou “sequelas pós-agudas de SARS-CoV-2”, como também é chamada.

Polêmica

A propensão do coronavírus de infectar células além das presentes nas vias aéreas e pulmões é contestada. Vários estudos mostram evidências a favor e contra essa possibilidade.

A pesquisa realizada no NIH em Bethesda, Maryland, tem como base uma extensa amostragem e análise de tecidos coletados durante autópsias em 44 pacientes que morreram após contrair o coronavírus durante o primeiro ano da pandemia nos EUA.

A carga de infecção fora do trato respiratório e o tempo necessário para eliminar o vírus dos tecidos infectados não são bem caracterizados, especialmente no cérebro, segundo a equipe de Daniel Chertow, que dirige a seção de patógenos emergentes do NIH.

O grupo detectou RNA do SARS-CoV-2 em várias partes do corpo, incluindo regiões do cérebro, por até 230 dias após o início dos sintomas. Isso pode representar infecção com partículas de vírus defeituosas, que tem sido descrita em infecções persistentes com o vírus do sarampo, disseram.

“Não entendemos completamente a Covid longa, mas essas mudanças podem explicar os sintomas contínuos”, disse Raina MacIntyre, professora de biossegurança global na Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney. MacIntyre, que não participou da pesquisa, disse que o estudo “fornece um alerta sobre ser indiferente à infecção em massa em crianças e adultos”.

Precaução

“Ainda não sabemos qual será o peso das doenças crônicas nos próximos anos”, disse. “Veremos insuficiência cardíaca de início precoce em sobreviventes, ou início precoce de demência? Estas são perguntas sem resposta que exigem uma abordagem preventiva de saúde pública para mitigar a propagação deste vírus.”

Em contraste com outras pesquisas de autópsia de Covid, a coleta de tecido post mortem da equipe do NIH foi mais abrangente e normalmente realizada cerca de um dia após a morte do paciente.

“Nossos resultados mostram coletivamente que, embora a maior carga de SARS-CoV-2 esteja nas vias aéreas e nos pulmões, o vírus pode se disseminar no início da infecção e infectar células por todo o corpo, incluindo amplamente por todo o cérebro”, disseram os autores.

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