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Coronavírus | Pequim registra mais casos da COVID-19 em mercado local

Fidel Forato

Primeiro epicentro do novo coronavírus (SARS-CoV-2), a China segue o processo gradual de reabertura da economia, mas se mantem atenta aos novos casos da COVID-19, temendo uma segunda onda no país. Nesse cenário de vigilância, a capital Pequim registrou mais 22 casos da COVID-19, segundo boletim apresentado neste domingo (21), o que elevou para 227 o total de casos registrados desde o surgimento desse surto em um único mercado local.

Segundo informações compartilhadas pela Comissão Nacional de Saúde, 397 contatos ligados aos pacientes contaminados pelo coronavírus já foram liberados de observação médica nas últimas 24 horas. Por conta do caso de exposição no mercado local de Xinfadi, 6.339 pessoas ainda seguem sob acompanhamento das autoridades sanitárias. Dessa forma, o governo busca evitar uma nova onda da doença.

Surto da COVID-19 em mercado de Pequim já contaminou mais de 200 pessoas (Foto: Kin Cheung/AP Photo)

Situação da China

Segundo a plataforma Worldometer, a China contabiliza 83.396 casos do novo coronavírus e 4,6 mil mortes em decorrência da infecção respiratória até esta segunda-feira (22). Em números acumulados da COVID-19, o país ocupa a vigésima primeira posição no ranking global da doença. A lista é liderada pelos Estados Unidos (2,3 milhões de casos da doença), Brasil (um milhão) e Rússia (592 mil), em ordem decrescente.

Para controlar a transmissão da COVID-19, Pequim realizou mais de 2 milhões de testes, o que equivale a 10% da sua população. Ontem, um porta-voz do governo da capital garantiu que há infraestrutura para realização de até 250 mil exames diários, caso seja necessário. Até semana passada, a cidade testava cerca de 8 mil pessoas semanalmente.

Entretanto, as autoridades locais orientam que as pessoas não saiam de casa, em massa, para realizar esses testes. Isso porque já ocorreram registros de longas filas para a realização do teste para a COVID-19, o que torna os exames uma situação de risco para o contágio.

Após os novos casos, restaurantes, mercados, universidades e outros estabelecimentos passaram por processo de desinfecção, inclusive o mercado de Xinfadi. Além disso, há recomendação das autoridades para que toda a população permaneça em Pequim, exceto em casos de emergência, desde que seja apresentado um atestado médico que comprove o bom estado de saúde da pessoa.

Para o epidemiologista Zhang Wenhong, em entrevista ao jornal Global Times, o surto de Pequim não se trata de uma segunda onda de infecções causada pelo coronavírus, mas sim de um surto espontâneo, que está sob controle. "Uma segunda onda suporia muitos mais casos, após a transmissão do vírus por um tempo", defendeu o médico.


Fonte: Canaltech