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Coronavírus | OMS aponta avanço no tratamento de COVID-19 com dexametasona

·3 minuto de leitura

Diante dos resultados positivos de pesquisa britânica com o corticoide dexametasona para o tratamento de casos graves do novo coronavírus (SARS-CoV-2), a Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou os avanços no combate a COVID-19. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (17), a OMS anunciou os próximos passos que a descoberta pode promover no tratamento da doença.

Isso porque que o uso do medicamento dexametasona mostrou reduzir a mortalidade em cerca de um terço para pacientes que dependiam de ventiladores mecânicos. Para doentes que necessitavam apenas de oxigênio, a mortalidade foi reduzida em cerca de um quinto, de acordo com resultados preliminares da Universidade de Oxford sobre o uso do medicamento.

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"Os pesquisadores compartilharam ideias iniciais sobre os resultados do estudo com a OMS, e estamos ansiosos para a análise completa dos dados nos próximos dias. A OMS coordenará uma meta-análise para aumentar nossa compreensão geral dessa intervenção. As orientações clínicas da OMS serão atualizadas para refletir como e quando o medicamento deve ser usado na COVID-19", declara a organização em nota.

Após pesquisa britânica, OMS se posiciona sobre o uso de corticoide em pacientes graves da COVID-19 (Foto: Nati Harniki/ AP)
Após pesquisa britânica, OMS se posiciona sobre o uso de corticoide em pacientes graves da COVID-19 (Foto: Nati Harniki/ AP)

Tratamento pioneiro

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"Este é o primeiro tratamento a ser mostrado para reduzir a mortalidade em pacientes com COVID-19 que necessitam de suporte de oxigênio ou ventilador", afirma Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em coletiva. "São ótimas notícias e parabenizo o governo do Reino Unido, a Universidade de Oxford e os muitos hospitais e pacientes no Reino Unido que contribuíram para esse avanço científico que salvou vidas", agradece.

No Reino Unido, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) já deve começar a incluir a dexametasona no protocolo para o tratamento de casos graves da COVID-19, depois do amplo estudo promovido pela universidade. Além disso, o secretário de Estado da Saúde, Matt Hancock, afirmou que o medicamento já está disponível e que o país tem cerca de 200 mil unidades armazenadas e prontas para o tratamento dos doentes.

A dexametasona é um corticoide usado desde a década de 1960 para reduzir a inflamação em uma variedade de condições, incluindo distúrbios inflamatórios e certos tipos de câncer. Além disso, a droga está incluída na Lista Modelo de Medicamentos Essenciais da OMS desde 1977 em várias formulações. Atualmente, está fora da patente e, por isso, disponível de forma acessível na maioria dos países, sendo facilmente encontrada.

Fonte: Canaltech

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