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Coronavírus no esgoto: a vida de focas, baleias e golfinhos também está em risco

Natalie Rosa
·2 minuto de leitura

Até o momento, muito já foi falado sobre a possibilidade de animais domésticos, como cães e gatos, serem infectados pela COVID-19. Agora, o tema envolve animais muito mais distantes e maiores: as criaturas marinhas. Espécies de baleias, focas, entre outros mamíferos que vivem no mar e que são ameaçados de extinção podem estar vulneráveis ao coronavírus devido às águas residuais de esgotos que invadem seus habitats.

A informação vem de um estudo publicado na revista acadêmica Science of the Total Environment pela Universidade Dalhousie, no Canadá. A equipe de pesquisadores fez o mapeamento genômico para determinar quais mamíferos marinhos podem estar vulneráveis a contrair o SARS-CoV-2, o coronavírus causador da COVID-19, uma vez que o vírus resiste nessas águas. Os cientistas analisaram quais são os principais aminoácidos nos quais o vírus se conecta, descobrindo semelhanças surpreendentes com os de humanos e de animais marinhos.

De acordo com Graham Dellaire, diretor de pesquisa do Departamento de Patologia na Universidade Dalhousie, foi descoberto, através de um modelo de abordagem, que 15 espécies de mamíferos marinhos estavam suscetíveis à contaminação pelo coronavírus devido à proteína ACE2, receptora necessária para que o vírus infecte uma célula. Coincidentemente, essas mesmas espécies correm risco de extinção, tornando o problema ainda mais grave.

<em>Imagem: Tengyart/Unsplash</em>
Imagem: Tengyart/Unsplash

"No passado, esses animais foram infectados por outros coronavírus que provocaram tanto doenças leves quanto danos ao pulmão e ao fígado com risco de morte", explica Dellaire. O time de pesquisadores, então, prevê que grande parte das espécies de baleias, golfinhos e botos, 18 em 21, possuem a mesma ou maior vulnerabilidade a se infectar pelo SARS-CoV que humanos. No caso das focas, oito a cada 10 espécies estão mais suscetíveis a contraírem o vírus.

Coronavírus no esgoto

Estudos anteriores já mostraram que o coronavírus foi encontrado em fezes, sendo capaz de sobreviver na água por até 25 dias. Isso aumenta a possibilidade de que a água eliminada nos mares ajude a espalhar a doença, acendendo um alerta na eliminação desses resíduos. Na Itália, por exemplo, o SARS-CoV-2 já foi encontrado em água sem tratamento, enquanto em Paris encontraram altas concentrações de RNA do vírus no esgoto, com o mesmo acontecendo também no Equador.

"Este estudo ajuda a acender uma luz sobre uma preocupação ambiental significativa em águas residuais não tratadas", diz Graham Gagnon, um dos autores do estudo, afirmando ainda que a pesquisa vai ajudar a entender melhor os números da saúde pública. Até o momento, não há casos registrados do novo coronavírus em animais marinhos, mas belugas e golfinhos já se infectaram com outros tipos de coronavírus no passado.

Fonte: Canaltech

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