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Coronavírus: metodologia muda e número de mortes pela epidemia cresce

Jader Lazarini
Coronavírus: metodologia muda e número de mortes pela epidemia cresce

O governo da China registrou, nesta quinta-feira (13), novos casos confirmados do coronavírus (Covid-19). Foram reportadas 254 novas mortes e um aumento de 15.152 infecções em apenas um dia. As informações vieram à tona após a implementação de uma nova metodologia na província de Hubei, epicentro da epidemia.

Dessa forma, o coronavírus já matou 1.367 e atingiu 59.804 pessoas em pouco mais de dois meses. A alteração no método de pesquisa vem do diagnóstico no local em detrimento dos resultados dos exames laboratoriais.

Diversos países implementaram restrições de viagem a visitantes recentes no país asiático, que possui mais de 99% das infecções confirmadas no planeta. No final de janeiro, algumas fábricas, como da Tesla, Samsung e Foxconn, chegaram a paralisar suas atividades.

A American Airlines, companhia aérea norte-americana, informou que ampliou o prazo de suspensão de voos para Hong Kong e China para 23 e 24 de abril. A medida foi tomada por conta do surto da doença.

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Na China, ao todo, como uma medida para conter o avanço da doença, o governo colocou as cidades mais atingidas, onde moram mais de 60 milhões de pessoas, sob bloqueio.

Críticas à forma de lidar com o coronavírus

A população chinesa tem criticado amplamente as autoridades locais em relação à maneira com que a epidemia foi tratada desde o começo. A epidemia surgiu em dezembro do ano passado e já atingiu mais de 24 países.

Em meio à pressão do público, a China substituiu suas principais autoridades da província de Hubei e sua capital, Wuhan. O ex-prefeito de Xangai, Ying Young, ficará no lugar de Jiang Chaoliang como chefe do Partido Comunista.

Já Wang Zhonglin substituirá Ma Guoqiang como secretário do partido em Whuan. As informações foram divulgadas pela agência de notícias estatal do país.

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Segundo o banco estadunidense J.P. Morgan, o Produto Interno Bruto (PIB) da China, que antes deveria ser de 4,9% no primeiro trimestre deste ano, deverá ser de 1%, devido ao impacto da doença.

Além disso, de acordo com a Capital Economics, consultoria de estudos econômicos sediada na Inglaterra, o coronavírus poderá custar cerca de US$ 280 bilhões (R$ 1,22 trilhão na cotação atual) à economia global.