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Coronavírus híbrido já circula e fusão de variantes é rara, aponta estudo

Fidel Forato
·4 minuto de leitura

Com a alta circulação do coronavírus SARS-CoV-2, pesquisadores investigam e acompanham a evolução do agente infeccioso da COVID-19 pelo mundo, o que é esperado pela ciência. Diante desse cenário, é possível acontecer a fusão de diferentes variantes. Em outras palavras, dois vírus com mutações diferentes se fundem, formando um híbrido, como já foi relatado na Califórnia. Agora, um estudo norte-americano aponta que, apesar de acontecerem, são eventos raros e pouco expressivos.

Publicado em formato de preprint — artigo que aguarda revisão pelos pares — na plataforma bioRxiv, os pesquisadores da Universidade Emory, nos Estados Unidos, concluíram que a circulação de coronavírus híbridos é rara e estimam que "no máximo 5% dos vírus circulantes nos EUA e no Reino Unido são recombinantes". Por outro lado, o levantamento confirmou que estas variantes já circulam de pessoa para pessoa.

Pesquisa aponta que variantes híbridas do coronavírus têm baixa circulação (Imagem: Reprodução/ Fernando Zhiminaicela/ Pixabay)
Pesquisa aponta que variantes híbridas do coronavírus têm baixa circulação (Imagem: Reprodução/ Fernando Zhiminaicela/ Pixabay)

No levantamento, os pesquisadores foram capazes de identificar mais de mil genomas SARS-CoV-2 recombinantes, mas eles representam uma fração extremamente pequena dos genomas disponíveis no banco de dados utilizados nos estudos (0,2%), compostos por amostras dos EUA e do Reino Unido. Mesmo assim a equipe de cientistas não descarta a importância de seguir acompanhando essas fusões, já que podem ter o potencial "de criar genótipos com características únicas de virulência e transmissibilidade".

Caso do híbrido da Califórnia

Um dos casos mais conhecidos de fusão do coronavírus é o descoberto na Califórnia. Este híbrido foi resultado da recombinação da variante B.1.1.7, descoberta no Reino Unido e conhecida por ser mais transmissível, e da variante B.1.429, que se originou no próprio estado norte-americano e que pode ser mais resistente a alguns anticorpos.

Vale destacar que os casos híbridos se diferem dos casos em que ocorrem apenas uma mutação regular do agente infeccioso. Nesses últimos o, as mudanças não ocorrem uma de cada vez, como aconteceu com a variante do Reino Unido, por exemplo. Nos casos de recombinação, o coronavírus resultante pode reunir diferentes mutações de uma única vez. No entanto, é importante esclarecer que essa situação não é necessariamente uma vantagem para o vírus.

Fusão de variantes do coronavírus já foi identificada no estado da Califórnia nos EUA (Imagem: Reprodução/ Fernando Zhiminaicela/ Pixabay)
Fusão de variantes do coronavírus já foi identificada no estado da Califórnia nos EUA (Imagem: Reprodução/ Fernando Zhiminaicela/ Pixabay)

De forma geral, a recombinação ocorre durante o processo de reprodução do coronavírus, dentro das células do hospedeiro. O mais provável é que o caso dos EUA tenha ocorrido em um paciente que apresentasse um caso de coinfecção pelo coronavírus, ou seja, a pessoa carregava simultaneamente duas variantes diferentes do agente infeccioso (a britânica e a californiana). Dessa forma, as diferentes informações genéticas, na hora da replicação, podem ter se misturado e originaram o vírus híbrido.

Por que é baixa a circulação de coronavírus híbridos?

"Nossos resultados sugerem que a recombinação entre as cepas SARS-CoV-2 está ocorrendo, mas esses genótipos quiméricos permanecem raros", apontam os autores do estudo. Até o momento, as evidências descobertas sobre os coronavírus híbridos não apontam para uma maior transmissibilidade ou virulência do que outras variantes já identificadas.

Neste cenário em que coronavírus híbridos circulam, os pesquisadores levantam três ideias que podem explicar a circulação pouco expressiva. Em primeiro lugar, é possível que uma fração significativa de coronavírus deste tipo possa não ser detectada, lembrando que apenas algumas amostras são sequenciadas. "Em segundo lugar, os genomas recombinantes podem ser raros, porque as coinfecções raramente ocorrem. A coinfecção pode não ser frequente para o SARS-CoV-2 [mesmo que possível] devido à natureza aguda da infecção e que algumas regiões geográficas (mas não outras) conseguiram manter o nível de circulação do vírus baixo", pensam os cientistas.

Por fim, os coronavírus híbridos podem ser raros simplesmente porque são transmitidos com pouca frequência. "Por exemplo, quando coinfecções ocorrem, os genomas recombinantes podem evoluir no final da infecção, resultando em rara transmissão posterior", comentam os pesquisadores no estudo. No entanto, "considerando nossa descoberta de que a recombinação já está ocorrendo no SARS-CoV-2, mais esforços de vigilância e análises em tempo real para detectar recombinantes, como este aqui, são fundamentais", completam os autores.

O preprint completo sobre a circulação dos coronavírus híbridos, publicado na plataforma bioRxiv, pode ser acessado aqui.

Fonte: Canaltech

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