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Coronavírus faz poluição na China diminuir, segundo imagens da Nasa

As concentrações de dióxido de nitrogênio (NO2) no leste e no centro da China são 10 a 30% mais baixas do que o normal nesta época do ano, de acordo com imagens da NASA

As imagens de satélite da Nasa mostram uma queda significativa na poluição na China, "parcialmente ligada" à desaceleração econômica causada pela epidemia de coronavírus, segundo a agência espacial americana.

A queda na concentração de dióxido de nitrogênio (NO2) foi notada primeiro perto de Wuhan, o epicentro da epidemia, mas se espalhou gradualmente para outras regiões da China, segundo cientistas da Nasa que examinaram as imagens de seus satélites e as da Agência Espacial Europeia (ESA).

O dióxido de nitrogênio é liberado no ar principalmente por veículos e usinas de energia térmicas, e pode causar problemas respiratórios, incluindo asma.

Os mapas indicando as concentrações de NO2 mostram uma queda acentuada entre a primeira quinzena de janeiro, antes da quarentena imposta a Wuhan e depois a outras cidades da China, e o período de 10 a 25 de fevereiro.

A poluição na China sempre diminui um pouco na época do Ano Novo chinês, mas o declínio deste ano é muito maior, chegando de 10 a 30% para as regiões do leste e centro da China.

"Há evidências de que essa mudança seja pelo menos em parte devido à desaceleração econômica causada pela epidemia de coronavírus", afirmou o Observatório da Terra da Nasa em comunicado.

"É a primeira vez que vejo uma mudança tão significativa em uma região tão grande e relacionada a um evento em particular", explicou Fei Liu, pesquisadora da qualidade do ar da Nasa.

A crise econômica global de 2008 causou uma queda da poluição por NO2 em vários países, mas muito mais gradualmente, acrescentou ela.

Em meados de fevereiro, um estudo do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (Crea) com sede na Finlândia indicou que, no período de 3 a 16 de fevereiro, as emissões de CO2 haviam diminuído quase 25% em comparação com no mesmo período do ano anterior, representando uma redução de 6% nas emissões globais no mesmo período.

A nova epidemia de coronavírus ultrapassou nesta segunda-feira o balanço de 3.000 mortos no mundo. Na China, onde o vírus apareceu no final de 2019, as autoridades anunciaram 42 novas mortes, o que eleva o saldo da doença no país para 2.912 mortos e no mundo para mais de 3.000.