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Coronavírus | Extrato de algas pode ser mais eficaz que remdesivir, diz estudo

Fidel Forato
·4 minuto de leitura

Em testes antivirais contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2), um extrato de algas comestíveis superou o remdesivir, o antiviral padrão atual usado para combater a doença e com um preço elevado, nos resultados de controle da COVID-19. Além disso, o anticoagulante heparina e dois variantes da heparina também foram testados, com menor eficácia, em laboratório por pesquisadores dos Estados Unidos, da Coreia do Sul e da China.

Publicado nesta sexta-feira (24) na revista Cell Discovery, a pesquisa com o extrato de algas marinhas é um exemplo de recente técnica para enganar agentes infecciosos a partir de "células sintéticas", como explicam os pesquisadores do Centro de Biotecnologia e Estudos Interdisciplinares (CBIS) do Instituto Politécnico Rensselear, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Pesquisa de medicamento que utiliza extrato de algas marinhas mostra eficácia em laboratório contra a COVID-19 (Imagem: reprodução/ Unsplash)
Pesquisa de medicamento que utiliza extrato de algas marinhas mostra eficácia em laboratório contra a COVID-19 (Imagem: reprodução/ Unsplash)

Como funciona?

O novo coronavírus e conhecido por ter em sua membrana uma proteína conhecida por spike, é ela a responsável pelos "espinhos" do vírus. Também é através dela que esse agente infeccioso consegue se conectar e invadir as células humanas. Assim que entra, o vírus insere seu próprio material genético na célula e sequestra o maquinário celular para reproduzir suas réplicas.

No entanto, os pesquisadores acreditam que seja possível enganar o vírus e, dessa maneira, fazer que ele se conecta a uma molécula falsa, que oferece um ajuste semelhante, no lugar de uma célula humana. Ou seja, o vírus ficaria preso e deveria se degradar naturalmente nessas condições. Pelo menos, é isso que desenvolve o grupo de pesquisadores por meio dos medicamentos.

"Estamos aprendendo a bloquear a infecção viral, e esse é o conhecimento que precisamos se quisermos enfrentar rapidamente as pandemias", explica Jonathan Dordick, pesquisador principal e professor de engenharia química e biológica do Instituto Politécnico Rensselaer. "A realidade é que não temos grandes antivirais. Para nos protegermos de futuras pandemias, precisaremos de um arsenal de abordagens que possamos adaptar rapidamente a vírus emergentes", completa sobre a forma de ação do medicamento que traz em sua fórmula um extrato de algas comestíveis.

Anteriormente, outros estudos já mostraram que essa técnica funciona, com sucesso, na captura de outros tipos de vírus, como a dengue e gripe A, também chamada de H1N1.

Novas plataformas

"A ideia atual é que a infecção da COVID-19 começa pelo nariz e qualquer uma dessas substâncias pode ser a base de um spray nasal. Se você pudesse simplesmente tratar a infecção precocemente ou até antes de ter a infecção, seria ter uma maneira de bloqueá-lo antes que ele entre no corpo", comenta Rensselaer sobre as aplicações possíveis para o medicamento a base de extrato de algas marinhas.

Nesse cenário, Jonathan Dordick, professor de engenharia química e biológica do Instituto Politécnico Rensselaer, pensa que os compostos que utilizam as algas marinhas "podem servir de base para uma abordagem de entrega oral para tratar de possíveis infecções gastrointestinais [também]". Está poderia ser uma maneira inovadora de encarar os desafios do novo coronavírus, mas ainda são necessários mais estudos nesse campo.

Testes entre medicamentos

Conforme descrito, a pesquisa testou a atividade antiviral, em laboratório com células animais infectadas, de três variantes de heparina (heparina, heparina trissulfatada e uma heparina com baixa massa molecular e não anticoagulante) e duas substâncias (RPI-27 e RPI-28) extraídas de algas marinhas. Para isso, realizaram um estudo de resposta à dose conhecido como EC50 - usada na maioria das vezes como medida para se saber a potência de uma droga. Para os resultados de um EC50, expressos em uma concentração molar, um valor mais baixo significa que se trata de um composto mais potente.

Nessa caso, o RPI-27 produziu um valor de EC50 de 83 nanomolar, enquanto um teste em laboratório similar de remdesivir, nas mesmas células, produziu um EC50 de 770 nanomolar. Já a heparina produziu um EC50 de 2.100 nanomolar, ou seja, é um terço tão ativo quanto o remdesivir. Além disso, a versão não anticoagulante da heparina produziu um EC50 de 5.000 nanomolar, o que equivale a um quinto do ativo como remdesivir.

Também não foi encontrou toxicidade celular em nenhum dos compostos, mesmo nas concentrações mais altas testadas, ou seja, são bons candidatos para testes clínicos. Agora, as pesquisas continuam.

Fonte: Canaltech

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