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Coronavírus: epidemia pode levar Fed a novo corte na taxa de juros

Arthur Oliveira
Coronavírus: epidemia pode levar Fed a novo corte na taxa de juros

O presidente da unidade de St.Louis do Federal Reserve (Fed), James Bullard, afirmou nesta sexta-feira (28) que pode haver um novo corte na taxa de juros. A medida seria seria tomada devido aos efeitos da epidemia do novo coronavírus (COVID-19).

O diretor da unidade regional do Fed explicou, no entanto, que em vista do cenário atual do coronavírus ainda não há necessidade para a redução.

'Novos cortes da taxa de política serão necessário caso se desenvolva realmente uma pandemia, mas este não é o cenário base neste momento", declarou o presidente em discurso preparado para evento em Forth Smith, Kansas.

O banco central americano cortou as taxas de juros três vezes seguidas no ano passado. A instituição procurava estimular o mercado americano e afastar os riscos da guerra comercial contra a China e da desaceleração da economia global.

Além dos cortes na taxa de juros, Bullard ressaltou o efeito sobre a mudança na política monetária. O presidente afirmou que, tendo em conta a reação dos preços dos ativos, a medida foi um forte estímulo para a economia americana. Este impulso vai ajudar os Estdaos Unidos a atravessar o atual cenário de incerteza, reiterou.

O Fed “está numa boa posição por causa dos cortes anteriores destinados a proteger a economia de choques adversos”, disse Bullard. “As quedas [de juros] têm efeito na economia com algum defasagem, por isso as reduções do ano passado devem continuar a ter influência enquanto a tragédia do coronavírus se desenvolve”, acrescentou, o presidente. Bullard lembrou ainda que a queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos deve ajudar também à dar suporte economia. A baixa do rendimento da nota registrando 10 anos de recorde histórico também deve auxiliar a economia americana. “As taxas de juros de mais longo prazo têm sido impulsionadas por uma fuga global para a segurança, beneficiando provavelmente a economia dos EUA”, concluiu Bullard

Cenário atual do coronavírus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou um nova classificação, nesta sexta-feira (28), para o coronavírus, colocando o risco de epidemia global como 'muito alto'.

Saiba mais: Coronavírus: OMS classifica como "muito alto" risco para epidemia global

De acordo com os dados mais recentes da OMS, a China registrou 329 casos nas últimas 24 horas. Foi o dia com menor número de casos dos últimos 30 dias. A China conta com 78.959 casos de coronavírus e até agora são 2791 vítimas fatais.

O governo confirmou na última quarta-feira (26) o primeiro caso positivo da doença no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde brasileiro o País tinha 132 casos suspeitos do coronavírus. Esse número pode ser ainda maior, pois outras 213 notificações foram enviadas pelos estados e estão em análise.

Nas últimas 24 horas, Nova Zelândia e Nigéria confirmaram os primeiros casos de coronavírus. A Coréia do Sul ultrapassou a marca de 2,3 mil pessoas infectadas, tendo 571 novos casos confirmados desde a última quinta. Já são 13 mortes.