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Coronavírus: Consumidores dos EUA gastam menos em janeiro

Juliano Passaro
Coronavírus: Consumidores dos EUA gastam menos em janeiro

Os gastos dos consumidores dos Estados Unidos tiveram um recuo no mês de janeiro e cresceram menos do que o estimado. A queda no movimento pode ter sido causada por conta dos temores com a disseminação do coronavírus.

O Departamento de Comércio dos EUA comunicou que os gastos dos consumidores avançaram 0,2% em janeiro. Valor menor do que o esperado para o mês. O clima também foi um fator importante, já que era esperado um clima mais frio. Isso atrapalhou a venda do comércio varejista de moda, que esperava uma demanda maior por roupas 'quentes'.

Por outro lado, os preços ao consumidor, medidos pelo índice de gastos com consumo pessoal (PCE, em inglês), aumentaram 0,1% no mês passado.

PIB dos EUA e relação com o coronavírus

No acumulado do ano de 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 2,3%. Esse foi o menor avanço em três anos. Em 2018, a economia do país norte-americano cresceu 2,9%. É importante destacar também que o PIB ficou abaixo da meta estabelecida por Donald Trump de 3%. As informações foram publicadas nesta quinta-feira (26).

Em relação ao quarto trimestre, o PIB dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 2,1%. Os dados foram divulgados pelo escritório de estatísticas econômicas do país norte-americano (BEA).

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O resultado acima mostra que os Estados Unidos permaneceram com o ritmo de crescimento do terceiro trimestre, de acordo com o que já era estimado pelo mercado.

De acordo com dados do escritório de estatísticas econômicas dos EUA, a desaceleração do PIB foi puxada sobretudo pelas desacelerações e por adiamentos nos investimentos de companhias, que foram "parcialmente compensadas ​​por acelerações nos gastos do governo estadual e local e federal".

Mesmo com a falta de evidências de que a economia norte-americana pode ser abalada pela disseminação global do coronavírus, especialistas estimam que o setor manufatureiro será atingido pela falta de suprimentos e, consequentemente, isso afetará as exportações.