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Coronavírus canino encontrado em humanos não é preocupante

·3 minuto de leitura
Coronavírus canino encontrado em humanos não é preocupante
Coronavírus canino encontrado em humanos não é preocupante

Foram detectados oito casos de um vírus da família dos coronavírus, que surgiu originalmente em cães, em oito pessoas em um hospital na cidade de Sarawak, no leste da Malásia. Os casos foram relatados por um grupo internacional de cientistas em uma espécie de boletim de doenças infecciosas clínicas editado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido. Contudo não existem razões para se preocupar.

O coronavírus canino, como tem sido chamado, é bem diferente do Sars-Cov-2, vírus responsável pela Covid-19, já que ele está em um subgrupo conhecido como alfa-coronavírus, que é um grupo totalmente separado dos betacoronavírus, que é o grupo do vírus da Covid-19. Além disso, os coronavírus caninos não são uma novidade, já que os cientistas os conhecem há cerca de 50 anos.

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Porém, esses vírus são, de certa forma, obscuros, já que só virologistas veterinários e alguns donos de cães infectados ouviram falar ou se interessaram por eles. Não havia nenhum relato sobre esse tipo de vírus ter infectado humanos, mas com a pandemia da Covid-19, o interesse pelos coronavírus aumentou substancialmente, com vírus desta família sendo encontrados em locais até então inéditos.

Descoberta casual

Essas primeiras infecções foram descobertas por acaso, uma vez que os cientistas não estavam buscando por coronavírus canino em humanos e os pacientes, inclusive, já haviam se recuperado há bastante tempo de suas respectivas infecções. A pesquisa tinha o objetivo de desenvolver um teste universal para coronavírus, que fosse capaz de detectar todos os vírus dessa família ao mesmo tempo.

Governo vietnamita realiza testes gratuitos na população. Imagem: Lusin_da_ra/Shutterstock
Pesquisadores malaios buscavam desenvolver um teste universal para Coronavírus. Imagem: Lusin_da_ra/Shutterstock

Logo após confirmarem que o teste funcionou em amostras de vírus cultivadas em laboratório, 192 pessoas foram testadas, todas elas na Malásia e hospitalizadas com pneumonia. Nove desses testes deram positivo, sendo cinco deles para Sars-Cov-2 e outros quatro, surpreendentemente, de coronavírus caninos. Em seguida, os pesquisadores aprofundaram o estudo, encontrando mais quatro casos no mesmo hospital.

Entretanto, de acordo com o Medical Xpress, ainda não é possível dizer que o coronavírus canino foi responsável direto pelos casos de pneumonia que causaram as internações. Inclusive, sete dos oito infectados tinham sido infectados por algum outro vírus, como adenovírus, influenza ou parainfluenza, simultaneamente. Esses vírus podem sozinhos causar pneumonias, sendo assim, é provável que eles tenham sido os responsáveis pela doença.

Sem razões para preocupação

Coronavírus canino não tem potencial para rápido espalhamento. Crédito: PxHere
Coronavírus canino não tem potencial para rápido espalhamento. Crédito: PxHere

A descoberta tomou as manchetes de portais da Malásia, com um certo temor de que esses coronavírus caninos pudessem se espelhar de pessoa para pessoa. Porém, as infecções humanas aconteceram entre 2017 e 2018. Ou seja, se esse vírus tivesse um potencial de se propagar, já teria se espalhado, mas não existem evidências de propagação do vírus entre o ano de 2017 e 2021.

Os coronavírus se tornaram o centro das atenções no estudo da virologia e, como os cientistas têm buscado cada vez mais indícios de vírus dessa família, já é e será cada vez mais comum o aparecimento de amostras positivas em locais inesperados. Porém, assim como no caso dos coronavírus caninos, a maior parte desses vírus será apenas de interesse acadêmico, sem necessidade de alarme na comunidade médica ou entre os leigos.

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Porém, isso não torna a vigilância menos importante, já que o estudo dos coronavírus foi fundamental para que o desenvolvimento das vacinas contra a Covid-19 fosse tão rápido. Além disso, é importante que essa observação continue e se expanda para que possamos ter melhores chances de identificar saltos significativos de vírus entre espécies no futuro e prever potenciais novas pandemias.

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