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Coronavírus é encontrado no cérebro de pacientes mortos por COVID-19

Natalie Rosa
·2 minutos de leitura

Mesmo após a morte, o coronavírus pode se manter ativo no cérebro humano, segundo um estudo recente publicado na revista científica The Lancet Neurology na última semana (5).

Em autópsias feitas com cadáveres de pessoas que morreram devido à doença, os pesquisadores descobriram que o vírus pode alcançar o sistema nervoso central da vítima, fato que pode ajudar a comunidade médica em estudos referentes às condições neurológicas enfrentadas com a contaminação, além de descobrir melhores formas de tratamento.

<em>Imagem: Reprodução/Robina Weermeijer/Unsplash</em>
Imagem: Reprodução/Robina Weermeijer/Unsplash

A análise foi feita com amostras de somente 43 cadáveres de idades diferentes, com 53% deles apresentando o vírus no tecido cerebral, o que torna o estudo um pouco limitador, apesar de apontar a presença na maioria. No entanto, a equipe responsável pela pesquisa, que atua no Centro Médico Universitário de Hamburg-Eppendorf, concluiu que os sintomas neurológicos provocados pela COVID-19 são provocados devido à resposta do sistema imunológico ao vírus que apareceu no órgão, e não pelo SARS-CoV-2 em si.

"Nós não vimos mudanças neuropatológicas mais severas em pacientes com cargas virais altas quando em comparação com aqueles que não tinham a presença do vírus, mas a reação imunológica ao vírus dentro do cérebro — o que começamos a definir nesse estudo — está lá", explica o neuropatologista Dr. Markus Glatzel. O cientista explica ainda que isso os fazem pensar que a reação neuroimune pode ser um fator que explique os sintomas neurológicos vistos em pacientes com a COVID-19.

As vítimas do estudo tinham entre 51 a 94 anos, com idade média de 76, todos atestando positivo para a COVID-19. Destes pacientes, cerca de dois terços (63%) eram homens, e quase todos (93%) possuíam doenças crônicas pré-existentes, como problemas cardiorrespiratórios, enquanto 30% tinham doenças neurológicas pré-existentes, como doenças neurodegenarativas ou epilepsia. As mortes foram provocadas, principalmente, por condições respiratórias, como pneumonia viral, e 74% deles faleceram no hospital.

Fonte: Canaltech

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