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CoronaVac tem eficácia de 91,25% contra a Covid-19 na Turquia, diz Reuters

Redação Notícias
·4 minuto de leitura
Sao Paulo Governor Joao Doria shows to members of the media a package of the CoronaVac vaccine as containers carrying doses of it are unloaded from a cargo plane that arrived from China at Guarulhos International Airport in Guarulhos, near Sao Paulo, Brazil, on December 03, 2020. - Brazil received this Thursday the second lot with 600 liters of the CoronaVac vaccine, developed by the Chinese laboratory Sinovac Biotech. (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
O governo de São Paulo pretendia divulgar na quarta-feira (23) os dados sobre a eficácia da CoronaVac, mas adiou para daqui a 15 dias. (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

A CoronaVac, vacina desenvolvida no Brasil pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac Biotech, é 91,25% eficaz contra o novo coronavírus de acordo com os resultados dos testes realizados e divulgados na Turquia. As informações foram publicadas pela agência de notícias Reuters.

O governo de São Paulo pretendia divulgar na quarta-feira (23) os dados sobre a eficácia da CoronaVac, além de encaminhar no mesmo dia o pedido de registro definitivo e de uso emergencial à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Porém, após decisão contratual da farmacêutica chinesa Sinovac em atrasar a divulgação dos números, o resultado preciso da eficácia foi adiado para daqui 15 dias. Mesmo assim, o governo estadual garantiu que o “atraso não altera a produção, nem o programa de imunização”.

Além do Brasil, a CoronaVac também está em fase de testes finais em outros quatro países: Turquia, China, Indonésia e Chile.

Os pesquisadores turcos disseram, segundo a Reuters, que é “provável que a taxa aumente com base em dados de testes em estágio avançado”. Os cientistas também garantiram que nenhum sintoma importante foi detectado durante os testes da fase 3 da CoronaVac na Turquia, exceto por um voluntário que apresentou reação alérgica.

CORONAVAC NO BRASIL

Apesar do adiamento, as autoridades paulistas garantiram, no entanto, que a eficácia da vacina ficou acima dos 50% exigidos para que uma vacina seja considerada eficiente.

“Atingimos a superioridade da eficácia da vacina com índices exigidos pela Anvisa e Organização Mundial de Saúde (OMS)”, disse o secretário de Saúde paulista, Jean Gorinchteyn, em entrevista coletiva.

Segundo o secretário, o pedido de uso emergencial à Anvisa que estava previsto para esta quarta será apresentado depois que a Sinovac consolidar os dados para que se tenha um índice de eficácia único da vacina.

“Com base nos dados que temos já podemos dar entrada na Anvisa, mas estamos respeitando os trâmites burocráticos para termos um resultado igualitário e isonômico”, afirmou.

“Nossa meta era que fosse superior a 50%”, disse. “Eles (Sinovac) entenderam que, termos eficácia superior a isso, mas diferente de dados onde a vacina está em uso, merece uma reavaliação. Não pode ter uma eficácia aqui, outra lá. A Sinovac quer que todos os dados sejam iguais.”

Inicialmente, a previsão das autoridades de saúde de São Paulo era de anunciar a primeira leitura da eficácia da vacina na primeira semana de dezembro. A data foi adiada para 15 dezembro e, posteriormente, transferida para esta quarta.

Apesar do atraso, as autoridades paulistas mantiveram a previsão de iniciar a vacinação com a CoronaVac em 25 de janeiro, conforme anunciado no início do mês.

Mais de 3 milhões de doses da CoronaVac já estão no Brasil e, até o final do ano, o Butantan afirma que terá no país 10,8 milhões de doses do imunizante.

A previsão do Butantan é de ter em janeiro 46 milhões de doses da vacina --aplicada em duas doses com intervalo de duas semanas entre elas. Para o mês de maio, a estimativa é de ter no Brasil 100 milhões de doses.

O Ministério da Saúde afirmou na semana passada que incluirá toda a produção da CoronaVac no Brasil --o Butantan está envasando o potencial imunizante em suas instalações-- no Programa Nacional de Imunizações (PNI), desde que ela seja registrada pela Anvisa.

TURQUIA

O governo truco anunciou planos de começar a aplicar a CoronaVac em seus cidadãos no final do mês, segundo a agência Associated Press. O ministério da Saúde turco fechou um acordo com a Sinovac para o fornecimento de 50 milhões de doses. A Turquia tem 83 milhões de habitantes.

A vacina ainda não foi oficialmente aprovada no país, mas, segundo o governo turco, será concedida uma autorização de uso antecipada se os laboratórios do país confirmarem que a CoronaVac é segura.

Também serão revisados os resultados preliminares dos testes da CoronaVac que estão sendo feitos no país.

O ministro da Saúde Fahrettin Koca disse esperar que sejam entregues entre 10 a 20 milhões de doses neste mês. O primeiro carregamento deve chegar ao país na próxima sexta-feira (11).

Outras 20 milhões são esperadas em janeiro e mais 10 milhões em fevereiro.

A imunização deve ocorrer em quatro etapas. A primeira prevê a imunização de profissionais de saúde e idosos. Depois, profissionais essenciais e pessoas com mais de 50 anos com ao menos uma doença crônica.

A terceira etapa será para pessoas com menos de 50 anos que têm ao menos uma doença crônica, jovens adultos e outros trabalhadores. A última fase cobrirá o restante da população.

A CoronaVac será oferecida gratuitamente, disse o presidente Recep Erdogan, mas outras vacinas contra a covid-19 serão vendidas em farmácia.

A Turquia tem hoje o 16º maior número de casos do mundo, com 860,4 mil, e o 20º em mortes, com 15.103, de acordo com a Johns Hopkins